[Resenha] A Chave de Sarah: Tatiana de Rosnay

A Chave de Sarah
Autora: Tatiana de Rosnay
Gênero: Ficção / Histórico
Ano de Lançamento: 2010
Editora:  Ponto de Leitura
N° de páginas: 398

Sinopse: 


Julia Jarmond é uma jornalista Americana que vive em Paris há 25 anos e é casada com o arrogante e infiel Bertrand Tézac, com quem ela tem uma filha de onze anos. Julia escreve para uma revista americana, e seu editor pede que ela cubra o sexagésimo aniversário da grande concentração no Vélodrome d Hiver - um estádio no qual dezenas de milhares de judeus ficaram presos antes de serem enviados para Auschwitz. Ao se aprofundar em sua investigação, Julia constata que o apartamento para o qual ela e o marido planejam se mudar pertenceu aos Starzynski, uma família judia imigrante que fora desapossada pelo governo francês da ocupação, e em seguida comprado pelos avós de Bertrand. Ela resolve descobrir o destino dos ocupantes anteriores. É revelada então a história de Sarah, a única sobrevivente dos Starzynski a sobreviver. Ao escrever sobre o passado da França, Tatiana de Rosnay oferece em A Chave de Sarah um retrato da França sob a ocupação nazista, revelando tabus e negações que circundam este doloroso período da História francesa. ''

Comentários: 

Sei que disse que iria escrever minha próxima resenha sobre o livro "Virtude Indecente", da Nora Roberts (que faz a "continuação" do livro "Pecados Sagrados"), mas acabei ontem esse livro e não poderia deixar de escrever minhas impressões sobre ele. Recomendadíssimo, para todos os públicos.
Conheci esse livro por intermédio de um aluno do 9° ano do ano passado, da escola particular onde leciono. Carlos Alexandre (ou Xandinho, para os intimos) me mostrou e perguntou o que eu achava da autora e do livro (como eles sabem que amo ler, sempre vem perguntar para mim o que acho de algum autor ou livro que está bombando no momento). Confessei a ele que nunca tinha ouvido falar no livro, muito menos em Tatiana de Rosnay. Lembro que fiquei com o livro em minha cabeça por um bom tempo, mas como tive um final de ano turbulento, não pude comprá-lo, muito menos lê-lo. Somente em janeiro voltei novamente minha atenção para o livro, e o comprei na Saraiva do Norte Shopping. Li algumas páginas, mas acabei o deixando de lado, só o retomando essa semana (dia 14 de março de 2011). Não consegui largar o livro. O levei para todos os lados e a todo momento precisava parar e respirar um pouco. A estória é narrada em primeira pessoa por Julia Jarmond, uma jornalista americana que vive na França e é casada com um francês, com que tem uma filha adolescente. Seu casamento não está bem, mas ela vai levando, até o dia que recebe a incumbência de falar sobre um acontecimento trágico da História de Paris: a invasão de Vel d’Hiv por policiais parisienses, que tiraram familias judias da cidade e os enviaram para a morte. Nesse interim, a estória passa a ser contada pela perspectiva de Sarah Starzynski, uma menina judia de 10 anos, que antes de ser levada com os pais, esconde o irmão de 4 anos num armário secreto, prometendo que voltaria para buscá-los. As duas estorias, do presente e do passado, me emocionaram muito. Não tem como não chorar ao lembrar um acontecimento real, que a maioria dos franceses faz questão de não lembrar. Apesar de ser uma obra de ficção, Rosnay consegue nos transportar para a realidade dos fatos, e nos envolve com suas personagens, a ponto de nos fazer perguntar se eles realmente não existem. Fiquei com a sensação que existem muitas Sarahs e muitas Julias por aí, procurando seu lugar num mundo, depois de um acontecimento trágico e traumático. Sei que muitos acham que a temática Holocausto está um pouco batida. Mas Tatiana de Rosnay nos mostrou que tem sempre algo novo para contar... Para que a humanidade jamais esqueça do que aconteceu. Para que algo tão terrível jamais aconteça novamente.
PS: Apesar do selo presente na capa do livro dizer que ele vendeu mais de 400 mil exemplares,  esse número já cresceu. Até agora "A Chave de Sarah" vendeu cerca de 2 milhões exemplares. E seus direitos já foram vendidos para uma produtora,  o que significa que veremos nos próximos anos a sua versão cinematográfica.

Um comentário:

  1. Olá! Eu vim retribuir, com um pouco de atraso, o comentário que fez em meu blog. Eu já tinha vindo aqui antes e seguido, mas não deu tempo de comentar.

    Seu blog é lindo. Também adoro romances!

    BjoO
    Pri
    Entre Fatos e Livros

    ResponderExcluir

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