[Resenha] Pecados Sagrados: Nora Roberts


Pecados Sagrados
Autora: Nora Roberts
Gênero: Literatura Estrangeira
Editora Bertrand Brasil
Ano de Lançamento: 2009
N° de páginas: 350
Sinopse
Combinando cenas de suspense explosivo com paixões arrebatadoras, Nora Roberts bota pra ferver nesta novíssima e clássica história - a tórrida narrativa de um casal no encalço de um assassino enlouquecido, uma busca que os fará mergulhar de cabeça no perigo.
Nos indolentes dias de verão, uma impiedosa onda de calor é o principal assunto na capital norte-americana. Mas a condição climática logo deixa de ser matéria das primeiras páginas quando uma jovem é encontrada morta por estrangulamento. Um bilhete foi deixado: Seus pecados lhe são perdoados.
Logo surgem duas outras vítimas, e, de repente, as manchetes passam a ser dedicadas ao assassino que a imprensa apelidou de "Padre".
Quando a polícia pede à Dra. Tess Court, uma psiquiatra renomada, que auxilie na investigação, ela apresenta o retrato de uma alma perturbada.
O detetive Ben Paris não dá a mínima para a psique do assassino. No entanto, o que ele não consegue descartar com facilidade é a sensual Tess.
Moreno, alto e bonitão, Ben tem uma reputação lendária com as mulheres, mas a fria e elegante Tess não reage como as outras que ele conheceu... e o detetive acha o desafio sedutor. Agora, enquanto os dois estão juntos numa perigosa missão para deter um serial killer, irrompe a chama de uma paixão incandescente.
Mas há alguém que também está de olho na linda médica loura... e só resta a Ben rezar para que, se o assassino atacar, ele consiga detê-lo antes que seja tarde demais...

Comentários:

O ano de lançamento desse livro nos Estados Unidos nos mostra o quanto ainda somos defasados em relação à chegada das obras estrangeiras ao país. Em 1987 o público norte-americano lia pela primeira vez “Pecados Sagrados”. Na época eu tinha sete anos e nem pensava em ler romances, quanto mais Nora Roberts. É bem verdade que se lia bem menos do que se lê atualmente (e nós brasileiros ainda lemos pouco, se comparados a qualquer país da Europa, por exemplo), mas esse espaço de tempo mostra como somos privados em relação à indústria literária. Nora Roberts se encaixa naquilo que chamamos hoje de “Literatura de Massa”, ou seja, uma leitura despretensiosa, que está aí para distrair, e não para instruir, como gostam de dizer os intelectuais (e os pseudo-intelectuais também). Isso tornaria suas obras “pouco importantes”, mas extremamente lucrativas, já que existe um público pronto para comprá-lo, assim que esse estiver à venda (“a massa”). Estamos em 2011 e muitas críticas ainda são feitas a essa literatura. Usando o exemplo de Nora Roberts, fica fácil entender seu sucesso, principalmente com o público feminino. Ela conseguiu pegar uma receita de bolo (já viu alguém que não gosta de bolo?) e deu a ela vários recheios, várias coberturas, inúmeros sabores... Mas no final, sabemos que é uma receita de bolo. Sinceramente, não vejo problema nenhum nisso. Amo os bolos da dona Nora. Claro que tem alguns que saem meio solados, mas mesmo assim tem quem goste (eu como solado mesmo...).
Dei toda essa introdução para falar de “Pecados Sagrados” porque achei que nesse romance, Nora nos mostrou que ela sabe variar a receita. O romance está lá, mas ela conseguiu fazer uma trama policial, que caminhou lado a lado com o romance. Tess e Ben tem tudo para dar errado. Ela é psiquiatra e ele é policial. Ela trabalha com a subjetividade, e ele com a objetividade. Ela analisa situações. Ele as investiga. Ela não condena. Ele prende para que a justiça condene. Ao longo do livro sabemos de onde vem a aversão de Ben Paris por psiquiatras, mas Tess o ajuda entender que ela é diferente. Aliás, a opinião dele muda de modo geral, graças a ela. O resultado final do livro me surpreendeu. Achei que ela soube nos enganar. Fica aqui uma sugestão para homens e mulheres. Ambos vão gostar. Mas o que mais gostei desse livro foi o parceiro do Ben, Ed  Jackson. Em uma feira de livro li a sinopse do livro “Virtude Indecente” (minha próxima resenha) e quase caí para trás. Li o livro em dois dias e amei. Mas isso fica para a próxima resenha. Para finalizar, fica aqui a minha indignação pela demora das traduções dos livros de Nora Roberts.  Muitas fãs estão recorrendo a sites de venda portugueses, e comprando por lá os livros da Nora. Com isso, editoras brasileiras perdem, livrarias brasileiras perdem, e nós leitoras também, por que perdemos a oportunidade de fazer nossa própria economia girar, como também perdemos a chance de ter a comodidade de comprar nossos livros em território nacional. Espero que isso não demore a mudar.

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