Crônica da Semana: Como um romance pode salvar a sua vida...

Sei que o título acima pode parecer, tipo, aquele livro de auto-ajuda que promete em 15 capítulos mudar a sua vida através de um belo e meloso romance.  Mas não é nada disso.
Ser romântica não é ser alienada... É saber encontrar um bom momento para sonhar todos os dias, nem que seja pelas páginas de um bom livro!
Diante dos últimos acontecimentos no Rio de Janeiro, mais precisamente em Realengo, ouvi um colega de profissão me dizendo que não havia mais espaço para sonhar no nosso país. “Nós havíamos entrado para o Primeiro Mundo pela porta dos fundos”. Na hora, acho que meio tomada pelo choque, não tive resposta para essa afirmativa tão dura.  Será que ele tem razão? Será que me tornei uma pessoa alienada, que procura nos romances um jeito de fugir da realidade que me cerca? Será que “sonhar acordada” seria algo tão ruim, a ponto de termos que parar e confrontar a realidade, nua e crua, sem pestanejar? Pensei sobre isso quase o dia todo.  Entre o trabalho, auto-escola e dentista, fiquei imaginando como seria a minha vida se eu não lesse os romances que leio (nem tantos,  quanto eu gostaria). A resposta veio rápido: eu sobreviveria. Claro que meu bom humor não estaria sempre presente. Eu chegaria em casa mais estressada do que já chego. Tomaria o meu banho relaxante, mas não teria aqueles minutos que para mim são preciosos, sentada no sofá velhinho da minha mãe, me envolvendo em uma estória, ora ultra-romântica, ora desafiadora, que me levasse para um mundo “encantado”, onde os problemas não deixam de existir, mas se tornam menos penosos, já eu os dividiria com os meus personagens favoritos. Eu não teria feito as amizades que fiz, já que eu não teria aceitado a sugestão de uma amiga de faculdade para entrar na comunidade “ADORO ROMANCES” do Orkut. Não teria conhecido “as meninas”, como chamo as mulheres lindas e fantásticas que conheci nesses quase sete anos de comunidade, e não teria me aventurado nessas feiras de livros, como também nesses sebos escondidos do Rio de Janeiro.  Não teria conhecido Andréia, alguém tão ou mais louca do que eu, que quando entra numa fria, entra de cabeça (sem malícia mentes maldosas). Não teria me envolvido em várias confusões, mas também não teria aprendido como sair delas. Não teria me decepcionado tanto com o a mesquinhez do ser humano, mas também não teria me surpreendido com o apoio e o desprendimento que alguns deles podem manifestar para te ajudar. Enfim, eu teria conseguido levar minha vida, mas hoje, ela não teria um terço da graça que tem...

Ajudem a divulgar esse humilde blog. Agradeço.  BJS!

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