[Crítica de Filme] Labirinto do Fauno: Benício Del Toro!

O Labirinto do Fauno
Direção: Guillermo Del Toro
Ano de Lançamento: 2006
Tempo de Duração: 120 minutos

Sinopse:

Espanha, 1944. Oficialmente a Guerra Civil já terminou, mas um grupo de rebeldes ainda luta nas montanhas ao norte de Navarra. Ofelia (Ivana Baquero), de 10 anos, muda-se para a região com sua mãe, Carmen (Ariadna Gil). Lá as espera seu novo padrasto, um oficial fascista que luta para exterminar os guerrilheiros da localidade. Solitária, a menina logo descobre a amizade de Mercedes (Maribel Verdú), jovem cozinheira da casa, que serve de contato secreto dos rebeldes. Além disso, em seus passeios pelo jardim da imensa mansão em que moram, Ofelia descobre um labirinto que faz com que todo um mundo de fantasias se abra, trazendo consequências para todos à sua volta.

Comentários:

Já fazia um tempo que eu queria assistir esse filme. Primeiro porque tem o elemento “fantástico”, que eu gosto bastante. Segundo, pelo recorte histórico sobre a ditadura franquista, um tema que não domino, mas que sempre quando tenho uma boa oportunidade, procuro informações. Para aqueles que acham que verão um filme a la Harry Potter, esqueçam. Apesar de seres sobrenaturais, como fadas e faunos, o filme é para o público adulto, mais amadurecido. Cheio de alegorias e mensagens simbólicas, o filme não fala da perda da inocência. Fala de como temos que nos agarrar a ela para conseguir sobreviver num mundo cheio de hostilidade e maldade. A personagem Ofélia (interpretada com maestria pela desconhecida do grande público, Ivana Baquero) viaja com a mãe para se encontrar com o padrasto, um oficial da força franquista que nutre um ódio silencioso e pouco velado pela enteada. Logo no início percebemos que ele não gosta da esposa, querendo dela a única coisa que o unia a Ofélia: o filho que a esposa esperava. Ofélia logo ao chegar encontra-se com um ser mítico (o tal Fauno do título do filme), que lhe revela um segredo: ela é na verdade uma princesa de um mundo subterrâneo, que precisa cumprir três tarefas para voltar a viver junto de seu pai. Cabe aqui uma ressalva em relação ao grande trabalho de Guillermo Del Toro, que conseguiu fazer um filme sem o “ranço hollywoodiano”. Claro que “a máquina” é hollywoodiana, mas fiquei feliz em saber que a equipe utilizada por ele era composta em quase toda a sua totalidade por mexicanos; e também por perceber que se pode fazer bons filmes de entretenimento que nos levam a pensar (como se uma coisa precisasse estar desvinculada a outra).
Outra grande surpresa do filme é o ator Sergi Lopez. Parafraseando o site omelete (que fez uma crítica magistral sobre o filme), se houvesse um prêmio para o melhor vilão de todos os tempos, não ia ter pra ninguém: Sergi Lopez ganharia com folga. Só assistindo para comprovar. Quanto ao recorte histórico, devo dizer que não me decepcionei: falar da crueldade do fascismo nem sempre precisa ser de uma maneira impetuosa; não que o filme deixe de mostrar essa crueldade... A cena de pré-tortura nos deixa com um nó na garganta, mas acho que o ponto alto do filme é mostrar com o homem pode ser a mais cruel de todas as criaturas, mesmo se comparado a seres “comedores de fadas”.
Existem momentos que perguntamos o que é fantasia e o que é realidade dentro da película.  Sinceramente, não que seja necessário ter uma resposta para essa indagação. Fica aqui não só uma dica de um bom filme, mas uma bela alegoria sobre a manutenção e preservação da inocência. Beijo... E nos siga!

2 comentários:

  1. Eu já assisti esse filme e adorei!
    Realmente, o filme é maravilhoso, cruel sem deixar de ser divertido.
    Estou seguindo!
    Bjus,
    Náh

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  2. Gostei da resenha, certa vez comecei a assistir o filme mais não terminei. Mas pretendo vê-lo em breve.
    Voltarei em breve... bjs

    Aydil Franco [DefinitivoSimples]
    http://definitivosimples.blogspot.com

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