Quantos Tons a nossa vida pode ter?

Alguns livros são lidos única e exclusivamente para entreter, para passar o tempo, para ocupar sua mente. Mas são poucos que conseguem tocar além da sua alma. Esse é o caso de "A Vida em Tons de Cinza", da descendente de lituâneos Ruta Sepetys. Já faz um tempo que a editora Arqueiro havia me enviado esse livro, mas com a vida atribulada que ando tendo, ficou difícil encontrar tempo para lê-lo. Por ser um romance histórico, achei que levaria mais tempo para assimilá-lo, mas o li com uma rapidez que me surpreendeu. O livro não é somente tocante, como também historicamente perfeito. Ao tentar resgatar um pouco a História de seu próprio pai, Sepetys resgata a história dos povos Bálticos, tão pouco falados nas aulas de história, algo que muito me surpreende, já que mais de um terço da população morreu durante o período em que Stalin esteve no poder.   
Apesar de ser um romance, a angústia que senti ao terminar de lê-lo me mostrou que, apesar de Lina Vilkas, Jonas e Elena não existirem de fato, várias pessoas reais passaram de verdade por toda aquela provação.

Lina Vilkas é uma menina de 15 anos, que tem uma vida tranquila e feliz com os pais e o irmão caçula. A Lituânia, seu país de nascimento, amargava um período de luto, já que, juntamente com a Estônia e a Letônia, todos haviam sido anexados a União Soviética, e vários intelectuais, professores, bibliotecárias, médicos e tantos outros profissionais, estavam sendo considerados inimigos de grande perigo para Stalin, que havia ordenado a prisão e a deportação de pessoas comuns para campos de trabalhos forçados na Sibéria. O que manteve os lituâneos vivos foi exatamente a vontade de viver. Com fome, frio e doentes, essas pessoas conviveram com o que há de pior nos seres humanos, obrigados a se humilhar constantemente, para conseguir algumas gramas a mais de ração de pão. 

É difícil acreditar que nessa situação, jovens encontraram o amor, mães mantiveram seus filhos vivos, e a esperança teimava em permanecer nos corações daquele ousavam acreditar. Alguns passaram mais de 10 anos nessas prisões, e quando voltaram ao seu país, descobriam que não só suas casas haviam sido tomadas, como também suas vidas.



Essa é uma resenha dificil de ser escrita, porque qualquer comentário que eu possa vir a fazer pode comprometer a leitura que as pessoas venham a fazer. Mas o que posso dizer que foi um dos melhores livros que li. Tanto que pretendo recomendar como livro paradidático para o próximo ano letivo. Professores de Português, História e Geografia podem fazer uso dessa estória dentro da História, mantendo assim a Memória dessas pessoas viva e pulsante.

Se você se interessou  por  esse livro maravilhoso, entre no  site da Editora Arqueiro  clicando aqui. Nos sites do Submarino e da Saraiva 

você encontra por preços bem acessíveis. Só para constar, não estou fazendo Jabá do livro. Eu gostaria muito que vocês lessem e entendessem o que senti ao ler essa estória...

BJS!

Elimar

11 comentários:

  1. Caprichou heim amiga? Fiquei curiosa, e vou passar pela Editora Arqueiro pra saer mais, beijos

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  2. Ei, Elimar!
    Eu li e resenhei esse livro recentemente no blog. Também tive dificuldades enormes quanto ao que escrever sobre ele. É um livro tão chocante... e tocante ao mesmo tempo. Não dá para descrever a emoção que nos envolve durante a leitura. Mas, como você disse, não é só um livro emocionante, é um relato histórico chocante do que aqueles pequenos países tiveram de enfrentar durante o reinado de Stalin. E como o amor e a esperança os ajudaram a sobreviver.

    Realmente, um livro que deve ser lido por todos!

    Beijinhos,
    Náh
    http://lerdormircomer.blogspot.com/

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  3. É bem assim mesmo!! muiiiito bom!!
    é lindo, triste, daquelas estórias que ficarão para sempre na sua memória!
    adorei a resenha e a ideia de virar um livro paradidático, acho que até falarei com meus professores, quem sabe eles não dão dica de leitura? (se bem que na minha escola...ninguém lê ¬¬)
    Beijos, Camila - Emoções em Páginas

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  4. Definitivamente, preciso ler. Vai entrar pra minha lista. Excelente resenha, Elimar. Deu para sentir sua emoção em cada linha. bjo

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  5. Com certeza vou querer ler o livro, parace muito bom mesmo. Bjs, Rose.

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  6. Oi Eli :)

    Nossa, não é a primeira resenha que leio deste livro falando tão bem dele.
    Fiquei até arrepiada com sua resenha, que foi tão cheia de sentimento.
    tÔ mto curiosa pra ler, mas nao tenho money pra comprar, caso o sub faça aquelas promos malucas, esse livro já vai pro meu carrinho.

    Mais uma vez, parabens pela resenha!

    Beeijão!

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  7. Olá,
    Essa é a minha primeira visita ao blog.Vi seu link em outro blog e resolvi entrar para conhecer aqui! Amei e já tô seguindo.
    Estou muito a fim de ler esse livro, adorei sua resenha...
    Te convido a visitar e seguir o meu blog também.
    Aguardo sua visita!
    Bjs!
    Mila

    @camilapalm31
    http://dailyofbooks.blogspot.com/

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  8. Oi Eli!
    Nossa to me roendo de vontade de ler esse livro :O sério mesmo! Adorei sua resenha, parabéns!
    Espero em breve matar essa minha vontade de lê-lo JDAKJSD

    Beijos, Kamila

    http://vicio-de-leitura.blogspot.com/

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  9. Elimar! Eu estava procurando um livro para pedir de amigo secreto quando me deparei com esta sua resenha, nem sei se vou pedir ou comprar rs eu como descendente de lituanos sei como é a história deste povo sofrido,como participei por anos da colônia lituana em SPaulo aprendi mto mais sobre os acontecimentos e digo, eu tenho orgulho deste povo, estive lá duas vezes depois que acabou a União Soviética e garanto, é um povo feliz, alegre e acolhedor....me emocionei aqui...rs beijos

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  10. Adorei o seu blog.
    Tô querendo muito ler esse livro já faz um tempinho, espero ter a oportunidade de ler em breve.

    bjs
    Tais
    http://www.leitorafashion.com.br

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  11. Ahh, sempre fico aqui acabando com minhas unhas toda vez que vejo uma resenha nova sobre esse livro. Não vejo a hora de tê-lo em mãos para finalmente iniciar a leitura... Parece ser realmente ótimo! :)



    Beijinhos, Amanda Cristina.
    www.primeiro-livro.com

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