[Resenha] O Começo do Adeus: Aprendendo a se despedir...


Sinopse:

Anne Tyler nos leva a um romance sábio, assustador e profundamente tocante em que descreve um homem de meia-idade, desolado pela morte de sua esposa, que tem melhorado gradualmente pelas aparições frequentes da mulher — na casa deles, na estrada, no mercado. Com deficiência no braço e na perna direita, Aaron passou sua infância tentando se livrar de sua irmã, que queria mandar nele. Então, quando conhece Dorothy, uma jovem tímida e recatada, ele vê uma luz no fim do túnel. Eles se casam e têm uma vida relativamente modesta e feliz. Mas quando uma árvore cai em sua casa, Dorothy morre e Aaron começa a se sentir vazio. Apenas as aparições inesperadas de Dorothy o ajudam a sobreviver e encontrar certa paz. Aos poucos, durante seu trabalho na editora da família, ele descobre obras que presumem ser guias para iniciantes durante os caminhos da vida e que, talvez para esses iniciantes, há uma maneira de dizer adeus.

Comentários:

Já tinha lido outros livros de Anne Tyler, e achei "estranha" a proposta da Novo Conceito de publicar uma obra sua. Não que seja ruim, longe disso. Sempre vi a NC como uma editora que publicava livros mais light, e a edição de "O Começo do Adeus" foi para mim uma grata surpresa. Significa que a editora está amadurecendo, e fazendo seu leitor amadurecer também. Essa fábula moderna é leve, engraçada, e assustadoramente triste. Chegava a me dar uma arrepio na espinha algumas de suas passagens. Aaron é um homem comum, que trabalha numa pequena editora da família, junto com sua irmã mais velha, Nandina. Casado com  Dorothy, uma médica que ele conhece por acaso, graças a uma pesquisa que realizava para a edição de um livro. Após quatro meses de encontros mornos, eles resolvem se casar. Aaron não é um modelo de beleza. Com mais de 1,98 de altura, possui uma deficiência que limita seus passos. Já Dorothy é baixinha, gordinha e atarracada e de origem latina. Ambos são pessoas comuns, e isso foi o que mais me atraiu em ambos. Após 12 anos de casamento, um incidente estúpido acaba por ceifar a vida de Dorothy, deixando Aaron anestesiado com a situação. Ao resolver ir morar com a irmã mais velha, ele é obrigado a reconstruir sua vida sem sua esposa, repensando os anos que haviam passado juntos. Com o passar do tempo, Aaron tem que conviver com o excesso de zelo das pessoas, e mais tarde, com a reaparição de sua esposa morta, que some e aparece em diversas situações, sempre deixando Aaron com uma sensação de alívio e desespero ao mesmo tempo. Algumas pessoas sentirão pena de Aaron. Eu mesma senti várias vezes. Mas ao longo da narrativa, pude perceber que Aaron se sentia confortável na situação de vítima. Mesmo quando se casa com Dorothy e pode viver de maneira mais livre e independente, ele se ressentia por sua esposa não ter os mesmos cuidados que as outras pessoas tinham para com ele. O título do livro não poderia ser mais perfeito. Aaron precisa deixar Dorothy ir embora. Precisa descobrir algumas coisas em relação a si mesmo e a sua esposa, e deixar a vida seguir seu rumo. Não é um livro com grandes sobressaltos. É uma trama leve e rápida de ser lida. Mas para leitores mais seletos. Se você der uma chance, lembre-se que o intuito Tyler é diferente daquelas escritoras que escrevem bestsellers. Ela passa uma mensagem, que será absorvida de maneira diferente pelos leitores. Dependerá de como você está no momento. Eu recomendo!

Elimar

8 comentários:

  1. Adoro suas resenhas, sempre nos fazendo ver os livros de outra maneira. Eu ainda não tive vontade de ler este livro, mas depois de ler o que você sentiu ao ler fiquei bastante curiosa.
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  2. Eu não tive vontade de ler este livro, mas gostei muito de sua resenha Eli, por você dizer abertamente o sentido do livro e o que você em realidade gostou. Eu não vou lê-lo, pois não sou eu quem vou resenhá-lo para o blog, mas valeu.

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  3. Ainda não me animei a ler esse livro. Talvez não esteja preparada para tanta carga emocional.
    Mas amei sua resenha!

    Bjks

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  4. Eu amo ler suas resenhas. Sempre fico com um gostinho de quero mais. Eu ainda não li e nem conhecia a autora, mas é impossível não querer pelo menos conhecê-la depois da sua resenha. bjs
    Eykler
    www.aghridoce.blogspto.com.br

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  5. Oi Elimar, eu adoro livros que tem uma mensagem para passar, e este livro ja me dizia isso só de olhar a capa.. nunca tinha lido uma resenha dele, mais eu gostei muito do seu ponto de vista... Acho que vou ler ele muito em breve!!
    Parabéns!!

    bjs
    http://dailyofbooks.blogspot.com.br/

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  6. Gosteida resenha, ainda não tinha lido nenhuma sobre esse livroe gostei bastante.
    A história parece que é muito boa.
    Bjos..

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  7. Minha mãe leu e amou esse livro,mesmo triste passa mensagem bem bonita,e acompanhar os sentimentos do Aaron é triste mas emocionante....

    Quero ler esse livro e sua resenha é bem sincera quanto a obra e a autora,concordo com você que a Novo Conceito está amadurecendo e estou adorando isso,que está se refletindo nos lançamentos cada vez mais interessantes para os leitores!!!

    bjsss

    Bianca

    www.apaixonadasporlivros.com.br

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  8. Oh Deus!!! é triste assim??
    Vou ter que esperar um pouco mais para ler então. Só consigo ler livros tristes quando estou numa fase bem tranquila, pois do contrário eu fico muito abalada.
    Mas fiquei feliz em saber que vc recomenda.
    bjs

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