E a tal polêmica dos e-books?

Não tem jeito... Agora o mundo literário se vê envolvido em mais uma "pendenga", só que agora, com uma coisa que não tem como a gente "deixar para lá": e-books! Quem nunca leu os e-books clandestinos, que atire a primeira pedra... Pois é meu povo. Eu leio os e-books do "mercado negro"! Eu diria "mercado rosa", que é um esforço coletivo de fãs femininas (na maioria dos casos), que fazem uso do seu tempo livre para traduzir e compartilhar o seu trabalho para conosco, pobres mortais com seu inglês pobre. A maioria dessas meninas não ganha absolutamente nada com isso. Só a satisfação de saber que outras pessoas poderão curtir a leitura de um livro que mexeu tanto com elas. As editoras têm tentado a todo custo impedir a proliferação de tais grupos, alegando que eles retiram uma boa fatia do mercado editorial, que signficaria preços mais em conta, e mais empregos na área. Consigo ver ambos os lados da situação, e vou deixar minha opinião aqui para ver se vocês concordam comigo.

Grupos de Tradução

Depois de quase oito anos fuçando as mídias sociais (leia-se o agora "Coroa" e "Ultrapassado" Orkut e também o My Space), a existência de comunidades que indicassem livros, autoras, séries, sagas e trilogias, veio a virar o meu mundo literário de cabeça para baixo. As meninas que leêm bem em inglês sempre ressaltavam o quanto o mercado editorial brasileiro é defasado, se comparado aos Estados Unidos por exemplo, que publica livros a olhos vistos. Logo de início, algumas meninas, com a intenção de compartilhar a estória conosco, faziam um trabalho manual conjunto, digitalizando o livro, tranduzindo bem devagar, para daqui a uns dois meses, nós pudéssemos curtir a leitura também. Algum tempo depois, descobriu-se que haviam grupos bem organizados nos Estados Unidos, com muitos livros já digitalizados. Então, essas meninas começaram a ler e traduzir esses livros, mas guardando a esperança de que um dia alguma editora pudesse se interessar. Nessa leva, as brasileiras leitoras de e-books ficaram conhecendo a Irmandade da Adaga Negra (hoje publicados pela Universo dos Livros), Os Senhores do Mundo Subterrâneo (publicados pela Harlequin Books do Brasil), As Crônicas de Sookie Stackhouse (publicadas pela editora Benvirá), e tantos outros que estão prometidos para esse ano (Julia Quinn, Lisa Kleypas e Madeline Hunter - #DIVAS!). Várias amigas dos tempos do Orkut sairam em disparada para comprar os livros assim que eles foram publicados no Brasil. Mas porque, se elas já tinha lido o e-book? Porque ler o livro digital não substitui a presença do livro nas estantes. Queremos ter o prazer de reler tais livros, e o e-book (na minha humilde opinião), tira muito do encanto da leitura. Não que eu esteja desprezando o e-book, claro que não, mas para mim, o livro físico nunca será ultrapassado. A crítica que se fez nos ultimos tempos foram para algumas tradutoras, que segundo rumores, estariam vendendo as suas traduções ilegais, o que deixou muitos grupos fulos da vida, e com razão. Se a ideia é compartilhar a leitura de tais obras sem custo, o que tais meninas estão fazendo é uma tremenda sacanagem, que não envolve somente ela, mas os tais grupos também, que podem até mesmo serem responsabilizados judicialmente por isso. Proibir a existência desses espaços é impossível. Não querer que eles existam é tentar colocar a tal famosa peneira no sol, por que sempre se encontrará um jeito de burlar a vista das editoras, e continuaremos a ler as séries que, só em sonhos, podemos visualizar em nossas estantes.

Editoras

Claro que para as editoras, os e-books clandestinos tiram uma boa fatia do mercado de suas mãos, mas colocar um e-book a R$ 25 é ilusão. Esse valor é no mínimo surreal para a nossa realidade, já que leitoras mais atentas e com os olhos bem abertos para o mercado editorial, conseguem descontos consideráveis por aí, e jamais pagarão um valor tão absurdo como esse. O valor do e-book deve ser muito abaixo do preço do livro físico, para que o leitor que não se importa em ter o livro de papel em casa tenha um incentivo para comprá-lo. Se a diferença do e-book para o livro for muito pequena, todos vamos preferir comprar o livro físico, pois ele significa uma importante moeda de troca no Skoob por exemplo, onde se poderá adquirir outro livro físico que se quer. A tentativa de algumas editoras de tentar conter  os grupos de tradução é pouco significativa no Brasil (ao meu ver), já que não percebo nenhum tipo de mobilização legal para isso. As editoras não conseguem colocar no mercado todos os livros que gostaríamos de ler. Existe uma lógica editorial que eu, com o meu conhecimento escasso sobre o mercado editorial brasileiro, não consigo notar. A pergunta que deixo aqui é, o que as editoras podem fazer para, ao mesmo tempo, democratizar mais o ato de leitura entre os brasileiros, sem onerar ainda mais nós, leitores assíduos? A parcela dos leitores brasileiros que sustenta o mercado é muito pequena, e não vejo uma campanha por parte das nossas editoras de mudar isso. Aumentar o acesso a leitura no Brasil significaria mais lucro para essas empresas, que venderiam mais. Tal tarefa acaba ficando nas mãos dos blogueiros e dos leitoras, que fazem o "boca a boca", que é bem sucedido, mas que poderia ter um apoio mais contundente, até mesmo do governo brasileiro, que não faz nada para mudar esse cenário.

Leitores

Talvez a parte mais forte dessa tríade, mas também a mais passiva. Falar dos grupos de tradução, de editoras e não falar dos leitores deixaria esse texto com uma grave lacuna. Somos nós que sofremos meses a fio esperando um livro ser publicado e nada (cadê o sexto livro da série Academias de Vampiros, da Editora Agir?). Somos nós que rezamos para que a editora se compadeça de nossas almas e publique mais um livro da nossa autora favorita (Bertrand e Nora Roberts, um caso sério de polícia...). Uma parte significativa de nós ainda espera para esse ano a publicação em papel do sexto livro da série Senhores do Submundo (alô Harlequin Books...). Somos nós que sustentamos esse mercado editorial caro, que nos deixa cada vez mais pobres, como livros a R$50 cada, isso quando não custam mais. Poucas são as editoras que escutam nossos pedidos e publicam o que realmente queremos ler. Poucas são as que pensam em valores mais próximos da realidade brasileira, democratizando de fato a leitura em nosso país (Parabéns a Novo Conceito e a Arqueiro nesse quesito). Boa parte de nossos orçamentos vão para a compra de livros e somos submetidos a um catálogo que nem sempre (para não dizer na maioria dos casos) pensa em nossas preferências. Ainda somos muito crus no que tange uma mobilização pela publicação dos livros que realmente queremos, mas temos provas que isso faz a diferença. Grupos do Orkut se mobilizaram e conseguiram chamar a atentão de editoras, que resolveram investir em séries e sagas até então desconhecidas do grande público, mas não das leitoras de e-books, que em muitos casos (perdoem-me as editoras), estão mais atualizadas e informadas sobre sagas e séries do que os profissionais da área, porque publicar livros fora de ordem para mim é o fim da picada...

Gente, esse assunto dá pano para manga, mas eu quero ouvir a opinião de vocês. O que acham? Os valores estão em conta? Os e-books são uma boa opção para nós? E os livros físicos? Será que eles vão realmente desaparecer? Comentem e digam o que acham dessa situação toda... Os e-books vieram para ficar... Disso, não tenho a menor dúvida, mas, será que eles se manterá com os valores atuais?

Beijos!


Elimar

19 comentários:

  1. Acho que jamais os livros físicos vão desaparecer, mas acho que a realidade é que aos poucos vão sendo menores as tiragens e mais publicação em formato digital. Quanto a questão dos e-books "ilegais", bem, não vou dizer que sou contra, muito menos a favor, o que realmente eu queria era sim preço baixo! Ora se o mesmo título é vendido em formato digital pela editora, por que tem que ser o mesmo preço do livro físico? É um absurdo! Se eu vou procurar comprar e-books, eu quero um preço mais baixo, mas infelizmente, muitas editoras metem a faca...

    Enfim, ótima abordagem no post!

    Bjs

    Da Imaginação a Escrita

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  2. O mercado editorial brasileira é fadado ao descaso. Não sei disso por somente observar, mas por ter me interessado mais a fundo no estudo. As editoras acham que nuncam vendem o suficiente, e olha que a fatia não é pequena como elas tentam passar. Porém,segunda uma amiga que é leitora compulsiva e morou alguns anos nos EUA, nem o livros de banca aqui são competentes com a realidade, porquê dar R$8,90 em um livro de banca é demais. Quando lá, não custa nem um dolar, enfim. Os e-books para mim vieram para ficar, não tenho nada contra e li muitos do mercado negro. O mercado editorial aqui não respeita o leitor, prova disso é algumas editoras venderem livros ao preço que você comentou, isso é um total absurdo. A própria Amazon que veio pra competir, vende aqui um Kindle de 49 dólares por R$299, os livros para seu aparelho custa R$2,99, mas os e-books que interessam custam no mínimo R$9,90. E por ai vai... Para mim o mercado vai força a perda do livro físico, mas ainda acredito que não conseguiram sucumbir e desaparecerem com ele. Bem, dá muita história isso...

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  3. Concordo com você que a leitura da tradução não oficial não tira a nossa vontade de comprar o livro físico,só lemos essas traduções porque as editoras não tem interesse em lançar os livros por aqui,ou demoram uma século para lançar as continuações,prefiro o livro impresso ao ebook,por mais que os eReaders estejam cada vez com mais dispositivos para deixar a leitura prazerosa,mesmo assim,nada subistituirá o prazer de ter o livro na estante.

    beijos

    Bianca

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  4. Esse assunto sempre gera muita polêmica. Há os que defendem de olhos fechados e os que são a favor. Eu, com certeza, não tenho um lado oficial. Sou fiel aos livros físicos, mas não digo que não li nem lerei futuramente e-books. Mesmo que de forma "clandestina". Muitas vezes o que gera isso são os preços que vão além da realidade da nossa população. Já fiz um post a respeito em meu blog e houveram algumas opiniões que realmente me fizeram pensar. Será que os livros realmente são caros ou é a população que ganha pouco para investir em cultura? Foi uma das perguntas e até agora não sei o que responder. Para mim, um leitor viciado em comprar livros, talvez não faça muito sentido pois eu preferia muito mais que os livros fossem baratos para que eu pudesse ter um contato maior com outros livros também. Enfim, como sempre me perdi na minha linha de raciocínio. Mas mudando um pouco do que eu estava falando, a leitura de e-books pode ser prazerosa, mas não substitui a sensação de ter um livro em mãos. Poder sentir as páginas e o cheiro delas. E se eles custarem o mesmo que livros físicos ninguém irá lê-los, assim como aposto que preferiram ler algo de forma "ilegal". Não sou contra nem a favor e acho que a leitura é mais importante que qualquer quadro comercial. É como Neil Gaiman disse certa vez, para ele não importava se as pessoas adquiriam seus livros pela internet de graça. O que o preocupava era o fato das pessoas ficarem sem ler. Preços melhores, livros que atendam a vontade do mercado e uma aproximação mais convincente entre editoras e leitores. Ótimo post! - Felipe (A Hora do Livro)

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  5. Assunto atualíssimo e importante de vir à baila.
    Vou confessar: não suporto ler ebook. Nada tira o praer em ter o livo de papel na mão, poder folheá-lo, cheirá-lo e lê-lo em qualquer lugar.
    Sei que existem os aparelhinhos de leitura (kindle, Nook e o escambau), mas eu não tenho nenhum deles, a não ser meu laptop, e ele não dá pra ler no bus por exemplo.
    O mercado do ebook vai aumentar porque com a diminuição do tamanho das casas, em especial or "apertamentos", as pessoas não têm mais espaço físico para possuírem grandes estantes. Com isso, ter ebooks armazenados não custa espaço.

    Eu disse que não gosto de ler em ebook, e não que não os leio. Na verdade eu leio ebook e muito.
    Foi através dos ebooks (sim, senhores, as traduções clandestinas) que conheci as sagas da Irmandade, Midnight Brees, Os Castas, Os Cárpatos. Novas Espécies, e por aí vai. Os acima citados que finalmente saíram no BR eu comprei todos e estou à espera que as editoras q eles lançam tenham a bondade de continuar lançando-os.
    As traduções clandestinas não são inimigas, ao contrário. Elas fazem com que nosso apetite por determinados autores só aumente e a gente fica na expectativa do quando será que chegarão em Terras Brasilis.
    Infelizmente a gente que é envolvido com leitura sabe que as editoras brasileiras em muitos casos têm dificuldade de continuar lançando uma série. Algumas vezes porque cada exemplar do direito autoral é comprado separadamente, tornando tudo mais caro (e não comprando toda uma saga de uma vez só). Outras vezes porque a própria editora não sabe/soube fazer uma boa campanha de marketing. Um livro não divulgado significa um livro desconhecido. E se ainda por cima ele estiver com o reço nas alturas...Aff...me perdoem, editoras, mas nós leitores não fazemos milagres.

    O que tenho percebido é que de uns tempos para cá são os leitores, os blogs e os grupos de fãs quem têm feito todo o trabalho de marketing das séries amadas. Já não bastava termos que implorar que lancem uma determinada autora, pagarmos os olhos da cara pelo livro, ainda fazemos a divulgação...e no final das contas ainda somos caçados como uma verdadeira caça às bruxas porque apoiamos/divulgamos traduções não oficiais.

    O ebook veio para ficar. Ponto. Mas a ser vendido a preço de livro de papel é sonhar com cavalo voador. O consumidor está mais esperto, mais exigente. Livro de banca não pode custar 18 reais como já vi por aí (absurdo!!); ebook não pode custar mais do que 5 reais; livro de livraria à mais de 40 reais (?????).
    Pois não reclamem se o povo acaba digitalizando, traduzindo, espalhando cópias piratas por aí. Cultura é para todos e deve ser acessível. Se o governo não faz a sua parte em baixar imposto e fiscalizar, se os empresários só querem saber d elucro, então nós, relés mortais devemos disponibilzar "água e pão" a quem precisa.

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  6. Prefiro livro físico! SEMPRE! Mas leio sim e-book, não oficial principalmente... Assim como assisto muito seriados legendados por fãs! Valorizo essas pessoas. Quanto a e-books oficiais vou ter de me adaptar, mas não sou fã... Prefiro livro físico. Só se não tiver alternativa... O que eu acho sacanagem é editoras lançarem os primeiros volumes no formato tradicional, físico e depois simplesmente começarem só a lançar digitais. Caso esse a Harlequin com Senhores do Mundo Subterrâneo e As Lendas de Yelena Zaltana! Isso acho o fim da picada!!!! Excelente texto amiga!!!

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  7. Eu sou nova no mundo dos e-books, mas vamos lá. O principal motivo de eu ter comprado um e-reader foi o peso do livro físico já que tenho o hábito de ler no ônibus ou no trem. Os livros q tenho no aparelho, tenho tbm na versão física, mas não há quem aguente carregar qualquer volume de Game Of Thrones pra baixo e pra cima. Eu já decidi q o e-book q eu ler e gostar farei de tudo pra adicionar o livro físico a minha estante.

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  8. Eu uso o kindle e a maioria dos ebooks que tenho são de livros que não foram lançados no Brasil e talvez nem serão, foi fuçando na amazon e uma grande parte peguei de graça na amazon.com e comprei alguns na amazon e comprei na travessa um mas tive q estornar pq não dava para ler no kindle e leio a maioria em inglês mesmo. Mas tenho muito livro físico e já li ebook e comprei o físico do mesmo. Acho os preços dos ebooks no Brasil um absurdo, e dos livros também!!! Tem um que eu quero, em inglês na amazon custa 5 dólares e físico traduzido no Brasil R$ 69,00, tudo bem q é grande, mas a diferença de preço não deveria ser tão grande e no momento não tem livro físico em inglês para comprar mas com certeza não seria tão caro. Acho q deviam investir no material dos livros tipo papel de jornal, talvez ficaria mais barato, algo assim. E tem as editoras que começam uma saga e não terminam, um grande exemplo a saga do ferro, a editora Underword largou, só pode ser, e falaram que iam lançar A rainha do ferro em abril do ano passado, e até agora nada!! Estou com a metade em português e vou comprar em inglês os outros dois pois já cansei de esperar! E vou sempre na livraria cultura e sempre está lotada! E vejo tanta gente comprando, então estão vendendo bem no Brasil na minha opinião, e venderiam muito mais se abaixassem os preços, a maioria prefere o livro físico e como a Elimar comentou acho super interessante pois depois troco no skoob.

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  9. Meus Deus o que seria de mim sem os e-books e os tão amados por mim grupos de traduções!!! Muitas, mas muitas séries e livros li através desse querido formato. Livros que nunca teria chance de comprar, seja porque não foi lançado aqui, pelo custo ou pela dificuldade de encontrar... O que percebo é que a mesmas editoras que rejeitavam os e-books e dizim que els comprometiam a renda dos autores, agora vendo o qaunto isso é rentável e impossivel de ser extinto, querer ganhar com eles tambem. Sem pensar em nós leitoras... Alguns livros gosto de compra-los em livraria sim, mas muitos achoq não vale a pena meu tempo e dinheiro qdo posso sabore-alo no meu pc... Inclusive ja gastei bom dinheiro com livros que poderia ter ficado apenas com o e-book... Agora com livros tão caros, com valores tão surreias de e-books, acha mesmo que vou ser a favor da fraqueza do meus e-books ROSAS como diz a Eli??? Nuncaaaaaaaaa!uahuaha
    Bjoks

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  10. (Comentário gigante da Illy - Parte 01)
    Oi, Elimar! Boa noite! ^__________^

    Vim lhe dar os parabéns por um dos melhores textos que li nos últimos seis meses, a respeito do assunto!!!

    Você colocou ali os e-books, as editoras e nós, leitores. Apontou e explicou muitos pontos que em via de regra, não vi em outros textos, lidos anteriormente. Gostei MUITO MESMO ^~

    De minha parte, o que eu tenho a dizer é o seguinte...

    Ebooks = vieram para ficar, lógico. Os e-readers, são produtos de tecnologia.
    Mas eu NUNCA irei gastar de R$ 300,00 a R$ 500,00 para comprar um aparelhinho APENAS para ler livros. Meu Deus, eu trabalho e vivo sozinha, às minhas custas. Tenho que pagar aluguel, energia, água, condução, tenho que comer! Isso sem falar em roupas e sapatos, pq não posso ir trabalhar nua nem descalça.
    Ou seja, tanto para mim quanto para outros milhões de leitores brasileiros, os e-readers sequer são cogitados, pois precisamos nos preocupar com nossa sobrevivência diária.
    Se tenho algo contra quem os compra? De jeito nenhum! Os e-readers são objetos de luxo para uma pequena parcela de leitores. Compra quem pode, ué.

    Leitura de e-books = ODEIO ler e-books. ODEIO. ODEIO porque já passo mais de 14 hs por dia trabalhando no pc. Passar MAIS TEMPO à frente da tela, lendo e-books acaba comigo. Porém eu LEIO. É, odeio, mas LEIO. Porquê?
    Porque é o ÚNICO jeito que existe para que eu possa ler as séries de romances masculinos gays/MM que eu AMO.
    Porque moro num país que o PRECONCEITO editorial para com o tema romance entre rapazes/amor entre homens é ABISSAL.

    Por isso leio livros traduzidos pelos grupos de tradução, sim. Dezenas. CENTENAS. Motivo? Pq as Editoras NÃO TRAZEM os livros q eu quero ler! Não trazem para o Brasil os livros que EU, CONSUMIDORA, ADORARIA COMPRAR na livraria? Então LEIO os dos Grupos de Tradução, caros amigos... E MUITO ^~

    E NEM MORRO mais com esta discriminação. As Editoras NÃO QUEREM o dinheiro que EU, CONSUMIDORA - e MAIS CENTENAS DE OUTRAS - adoraríamos entrar em livraria, esticar a mão, pegar e ir pagar? Há! DIVIRTO-ME em DOBRO, então: LEIO OS LIVROS QUE QUERO com os grupos e as Editoras CONTINUAM SEM RECEBER meu dinheiro.
    Simples e fácil assim.

    Illy
    p.s.: volto já com a parte 02, hein? ^~

    Illyana HimuraWakai
    illyana.himura@gmail.com
    @IllychanHimuraW

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  11. (Comentário gigante da Illy - Parte 02)

    Oi, Elimar!
    Aqui estou eu de novo, kkkkkk
    Vamos continuando, então ^~


    E como bem disseran você e a Vânia (5º comentário), os grupos de tradução NÃO DEVERIAM ser encarados como INIMIGOS.

    Mas o que fazer se as Editoras no nosso país só sabem correr atrás de lucroslucroslucros e NÃO RACIOCINAM sobre como fazer mais parcerias? Para elas, explorarem os blogs para que estes façam propaganda gratuita (pelo amor, que prejuízo este, o de tirar 50 livros de uma tiragem, não?) é o que basta.

    E a visão de parcerias MORRE AE.

    Eu tenho TODOS os livros em versão oficial já lançados no Brasil de várias séries: Irmandade da Adaga Negra (IAN, da Universo dos Livros)e estou MORRENDO de ansiedade pelo livro do Blay e do Qhuinn; tenho os dois ÚNICOS volumes da série dos Cárpatos que foram lançados até agora; e daqui a pouco vou fazer MACUMBA para ver se a Harlequim Books toma vergonha na cara e LANÇA em PAPEL o sexto livro da série dos Senhores do Mundo Subterrâneo (MAIS DE ANO para lançar um reles livro apenas porque nós, AS CONSUMIDORAS comentamos sobre erros existentes?); e várias outras séries que tenho sim, na minha estante, com toda paixão - e que só conheci por meio dos Grupos de Tradução. Com ORGULHO.

    E é COM ORGULHO, também, que parabenizo a Tarja Editorial, que possui a coletâna nacional A Fantástica Coletânea Queer, lar de vários contos gays NACIONAIS - eróticos e não eróticos - onde TODOS deveriam ler o Editorial apresentado nesta Coletânea. É fantástico.

    Enfim. Quanto aos livros de temática gay/MM/BoysLove, há muito já me resignei que ter este tipo de romance sendo vendido aqui no Brasil não acontecerá NUNCA.

    E é exatamente por isto que concordo com você, quando diz que ‘Poucas são as editoras que escutam nossos pedidos e publicam o que realmente queremos ler.’ Uma pena.


    Valor dos e-books = e-books a R$ 30,00, R$ 40,00 é um ABSURDO!! E-books JAMAIS deveriam ter os valores iguais aos de um livro físico. Para este tipo de comercialização, as editoras não tem que pagar espaço físico, logística, o número de empregados (e encargos sociais) caem absurdamente, e a arte do e-book é a mesma do livro físico. Existem outros gastos, lógico, mas que não chegam aos pés dos que acabei de mencionar. Sabem o problema? O de sempre. Empresas se estapeiam para entrar no Brasil. Pensando apenas em enganar os idiotas dos brasileiros e enriquecer. Como sempre.


    Livros físicos irão desaparecer? = Não. Existem milhares de leitores neste Brasil que não fazem parte deste seleto grupo do Twitter, Facebook e demais redes sociais.

    Ai, meu Deus, como eu falo *geme alto ao se conscientizar que falou tanto que precisou cortar o comentário em dois*

    Vou me despedindo por aqui, darling ^~
    Abraços de pandas bem fofinhos para ti, Elimar \o/\o/

    Illyana

    Illyana HimuraWakai
    illyana.himura@gmail.com
    @IllychanHimuraW

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  12. Vamos por partes, kkkk
    Primeiro, eu também leio ebook do "mercado rosa", em segundo lugar também acho que os ebbok não vão substituir os livros físicos, pelo menos pra mim, e eu gosto de ler ebooks. EM terceiro, os ebooks na minha opinião estão caros sim, tem ebook custando quase o mesmo valor de um livro físico! Eu acho um absurdo, e isso claro faz na minha opinião o "mercado rosa" só aumentar.
    Bjs, Rose.

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  13. Eita, Eli! Criou polêmica!
    Acho que as editoras precisam investir mais em bons lançamentos. Principalmente nacionais...
    As editoras daqui ainda são muito lentas, por isso o povo apela para o ebook.
    Precisamos de mais livros, mais leitores e mais atenção!

    Bjs

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  14. Oi Elimar, este assunto é mesmo muito polêmico. Bom, eu li, leio e continuarei lendo e-books não oficiais, traduzidos por fãs, sempre que me interessar por algum título que não foi e nem será lançado por aqui. Mas, é claro que eu prefiro o livro físico. Eu seria a leitora mais feliz do mundo, se pudesse ter todos os livros que gosto aqui na minha estante. Mas, esta não é a realidade da coisa. Muitos livros que gostam não tem no Brasil e nem tem previsão de ter, outros tem aqui, mas só inglês e eu não leio em inglês, e alguns tem aqui traduzidos, mas com preços fora de nossa realidade. Enfim, eu não acho qu os livros físicos deixaram de existir, e sim que os e-books, irão crescer muito. E é tudo questão de gosto e preferência mesmo. Concordo com você que muitas sagas e autoras que leio, me foram apresentadas por traduções de fãs, e não posso deixar de comentar também que as editoras brasileiras, tem muito desrespeito aos seus leitores, já que algumas, param de publicar séries na metade, ou simplesmente param de publicar sem dar nem satisfação a quem acompanha. É isso amiga. Assunto pra mais de anos a ser discutido... Bjus
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  15. Oi Elimar!!! E books: Ler ou não ler, eis a questão... Eu sempre fui defensora assídua dos livros fisicos, aquela sensação única de cheirar os livros, passar as folhas, a felicidade de voltar pra casa depois de dar uma passadinha pela livraria, e todo aquele sentimento louco que só quem gosta de ler entende quando temos um livro novo. Só que aí eu ganhei meu tablet, e os e-books apareceram em minha vida. Fui relutante em começar a ler... Mas sabe que o tal do e-book conquistou seu cantinho. Sim quem nunca leu os do "mercado negro' que atire o primeiro kindle, kobo ou tablet. Mas o fato de eu ler os e-books, isso não me tirou a vontade de ter os livros fisicos, principalmente se foi um livro que me emocionou, ou que eu vire e fale: Eu preciso ter esse livro. Acho que terá mercado pra todos os gostos. Claro que há quem divague sobre o assunto e defenda a sua posição, mas pra mim ambos são formas de ler e pra mim tem seu valor. Adorei o post. bjoks
    Eykler

    www.aghridoce.blogspot.com.br

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  16. Ótimo post..
    Primeiro, os e-books são muito caros, se du tiver que comprar ele deveria ser no mínimo 50% mais barato que o físico. Pq senão eu compro o físico.
    Segundo, as editoras estão atrasadas com alguns livros séries d afins.. tá certo que são muitos livros, mais se eu leio um livro que eu amei e não tenho notícias dos próximos, eu vou correr pro mercado negro e se a editoras lançar sabe lá deus quando e eu tiver amado mesmo eu vou fazer questão de comprar mesmo já tendo lido uma tradução mal feita.
    E eu não compro livro com o preço de mais de 50,00... até 29,90 vai..
    Beijo

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  17. Ola, adorei muito seu post com abordagem deste assunto, que ate hoje traz polemica. Eu não gosto de e-books.
    Primeiro que não vou poder toca-lo, aprecia-lo, assinar nele, mostrar para outras pessoas, enfim.
    Não acho graça ter um livro que esta salvo em algum equipamento. Não suportaria a ideia da não existencia de um livro.

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  18. Há já alguns anos que este assunto me incomoda.
    Como utilizadora de Kindle e tabletes, como leitora compulsiva, como portuguesa com menos poder de compra, entendo que as editoras vêem tudo ao contrário.
    Ebooks comprados quase ao mesmo preço do livro físico é um rum roubo: para o autor, revisor, tradutor, excepto para a editora que fica com a maior fatia do bolo, certo?
    Se não é crime emprestar o livro físico as vezes que eu quiser, por que o é sendo ebook?
    Talvez se a venda de ebook descesse a um nível razoável, a "pirataria" ( e a trabalheira das cópias) descesse ou desaparecesse.
    Compreendo-vos.

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  19. eu acho um absurdo o preço dos livros. 50 reais fala serio. eu pessoalmente sou apaixonada por esses livros citados acima .mas eu não tenho condisão de paga 50 ou mas. 20 ate vai ou eu como ou leio .ja que eu preciso comer.e tem como eu baixar essas series o geito é eu baixar. ate uma alma caridosa .baixar os pressos para eu poder compra.beijos para vc

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