Resenha: Lover At Last - J.R. Ward

Heyy gente, fiquei um tempo sumida, sem conseguir ler muito e sem tempo pra vir postar. Mas dessa vez fui obrigada. Porque hoje é o dia do lançamento do novo livro da Irmandade da Adaga Negra, finalmente QHUAY CHEGOU!! E eu já li!!

Eu gosto da ideia da capa, o modelo só é feio pro Qhuinn que imagino

Lover At Last - J.R. Ward (ainda sem título em português)
592 páginas
Editora EUA: Signet Eclipse
Lançamento: 26/03/2013
Livro no Skoob 

Parece que esse livro também vai vir pela Universo dos Livros que lançou todos da Irmandade aqui no Brasil. E pelo que vi no Facebook, o livro está programado pra Julho (eu pensei que só iam lançar na Bienal do Livro em Agosto, quanto antes melhor!)

Qhuinn, filho de ninguém, está acostumado a ser sozinho. Repudiado por seus parentes de sangue, evitado pela aristocracia, ele finalmente encontrou uma identidade como um dos guerreiros mais brutais na guerra contra a Sociedade Redutora. Mas sua vida não está completa. Mesmo que a perspectiva de sua própria família pareça estar perto, ele está vazio por dentro, seu coração entregue a outra pessoa...

Blay, depois de anos de amor não correspondido, superou seus sentimentos por Qhuinn. E já era hora: O macho achou seu par perfeito numa Escolhida e eles vão ter um bebê. Exatamente como Qhuinn sempre quis. É difícil ver o novo casal junto, mas construir sua vida em torno de uma ilusão é apenas um coração partido esperando para acontecer. Como ele aprendeu em primeira mão.

O destino parece ter levado esses soldados vampiros em direções diferentes... Mas quando a batalha pelo trono da raça se intensifica e novos jogadores na cena de Caldwell criam um perigo mortal para a Irmandade, Qhuinn finalmente aprende a verdadeira definição de coragem e dois corações que foram feitos para ficar juntos... Finalmente se tornam um.


Aviso: Eu me preocupei em evitar spoiler e ser sutil porque não curto estragar o barato alheio. Mas esse post PODE CONTER SPOILERS SOBRE O LIVRO. Todos cientes? Bora, então! 

Resenha:

Vou começar dizendo que nunca, em todos os meus anos de leitora, nem quando eu era uma adolescente esperando pelo próximo livro de Harry Potter, eu pirei tanto por um livro. Quem me tem add no Facebook sofreu com minhas histerias diárias, a contagem regressiva com imagens e os compartilhamentos (com legendas loucas) dos teasers da J.R. Ward. Graças a Virgem Escriba e a Nanda Qhuay, comecei a ler o livro antes.

Desde o começo da tensão de Qhuinn e Blay, no primeiro beijo lá no livro do Phury que eu mergulhei nessa expectativa. Lover At Last esgotou na pré–venda autografada da autora, uns 8 mil livros. Nem ela acreditou, os fãs estão literalmente enlouquecidos.

Nas primeiras páginas eu já estava com lágrimas. Eu sou apaixonada pelo Qhuinn. Claro que adoro o Blaylock também, sofro e choro com/por ele há anos. Mas tenho um negócio a mais com o Qhuinn, então quando o livro entrou direto no trauma de infância dele, algo que o marcou pro resto da vida e que você sabe que o afeta agora, a lágrima correu.

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Pequeno resumo da situação para os novatos, pode pular se você já está cansado de saber a história deles e não quer um revival.

Qhuinn sempre foi desprezado e humilhado por sua família rica que faz parte da Glymera, a alta sociedade vampira das histórias da Ward. Esse é o 11° livro, então se eu der algum spoiler de livros passados para explicar esse, me desculpem, mas é inevitável. Qhuinn perdeu os pais e os dois irmãos. E todos os odiavam como se ele fosse amaldiçoado. Ele era desprezado pelos empregados (doggen) da casa que se recusavam a executar qualquer serviço para ele. Havia amor na família, mas não pra ele. Porque era defeituoso para a Glymera que dita a perfeição. Ele cometeu o pecado de nascer com os mais lindos olhos díspares, um azul e outro verde. Ou seja, imperfeito e amaldiçoado.

E contrário a tudo isso, havia Blay. O melhor amigo que ele e qualquer um no mundo poderia ter. A personificação da amizade verdadeira, ele sempre estava ali para Qhuinn. Não importa a circunstancia, a situação, a hora, o local ou a consequência. Blay nunca abandonaria Qhuinn e daria sua vida por ele. E Qhuinn tinha uma vida na casa de Blaylock. O problema é que além de toda a lealdade, Blay também deu a Qhuinn seu coração e cometeu o erro de confessar. E adivinha o que aconteceu? YEAH! O motivo para estarmos aqui, pra o livro 11° ter acontecido! Qhuinn esmigalhou, estraçalhou, pisou e botou o coração de Blay pra secar no sol! E levou anos, se negando a sentir, a pegar toda a coragem de guerreiro que ele tem e usar em sua vida. *pega o lenço pra chorar*
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No silencio que seguiu, Qhuinn peneirou por memórias que ele nunca se deixou pensar antes, vendo ele mesmo. Vendo sua família, vendo... Blay.
– Eu amava ir para sua casa. Eu não consigo lhe dizer o quanto significava pra mim – Eu me lembro da primeira vez que você me convidou. Eu estava convencido de que seus pais iam me jogar pra fora. Eu estava pronto pra isso. Inferno, eu lidei com essa merda na minha casa o tempo todo, então porque completos estranhos não fariam o mesmo? Mas sua mãe... – Qhuinn clareou a garganta novamente. – Sua mãe me sentou a mesa da cozinha e me alimentou.

Qhuinn não sabe lidar com emoções. Ele foge, não deixa que elas o afetem, passa pela vida batido, com força, decidido, imune e com o coração lacrado. Problema é que... A barreira caiu.

E sim, se você ta aí perdido, estamos falando de dois machos, vampiros, lindos, enormes, guerreiros, destemidos e valorosos. E o livro deles foi o mais esperado da série até hoje. Muito sinistro, não é? Claro que sim! Coração apertado. Porque deu problema no Hummer!!

Apesar de estar com Saxton (primo de Qhuinn), Blay, decidido a esquecer Qhuinn, não percebe que fica o tempo todo comparando seu namorado com o macho que ele realmente ama. Mas ele está disposto a nunca mais sofrer por esse amor. A questão é que ele está tão completamente decidido que não enxerga um palmo a frente de seu nariz. O cara ficou até surdo nesse livro. E isso com aquela audição de vampiro! Você fala um negócio importantíssimo, que mudaria A DROGA DA HISTÓRIA TODA e o cara NÃO ESCUTA! E ainda fica conjecturando sobre isso por metade do livro. Afinal, disseram “por” ou “é”? Tipo... que ódio, cara, que ódio.

É provável que depois de ler vocês não concordem comigo, mas desde o início de tudo eu SEMPRE quis matar só o Qhuinn. Ele era sempre o culpado, por mais que sofresse e gente, o cara ta sofrendo profundamente por 3 livros e passou um drama digno de A Usurpadora: O Retorno nesse livro. Mas dessa vez, eu matei o Blaylock umas 500 vezes. Até agora eu não acredito que ele disse AQUILO lá perto da sala de operação. E que ele saiu daquele quarto!

Ta, parei de histeria, juro..... Mentira.

Retornando a linha da história. Depois de dar de cara com o Blay nu (calma, não é spoiler. Nós que começamos a ler o Blay nu no quarto dele. Não foi o Qhuinn que viu. Claro que ele o verá nu nesse livro várias vezes, mas...). E com Saxton. Olha, eu sou Qhuinn girl desde pequenininha. Revirei os olhos com o Saxton–modelo–da–Gucci–putinho–do–primo–do–Qhuinn sendo tão absolutamente perfeito. O cara é perfeito, fala sério! Não dá! E Ward me dizendo o que ele e Blay tinham acabado de fazer pra começar a noite. Fiquei me sentindo que nem o Qhuinn que não consegue nem dizer o nome do cara mentalmente! (HAHAHAHA)

É tanta coisa acontecendo na história e com os personagens que eu to até meio perdida pra transformar num texto digno da atenção de vocês. Depois da primeira cena dos dois traficantes doidos, do Hummer e do Qhuinn capotando loucamente, Blay entra em cena e você sente ali que o clima vai pesar. Ele vem danado pra esse livro. Machuquei muito bonito ali. Que fora, amigo. A Ward já postou um teaser de quando o Blay fala do cara do McDonalds. Prepare–se, porque dói.
A voz de Blay penetrou pelo seu pesar.
– Eu estou aqui pra você. E eu sinto tanto... Eu estou aqui... Apenas não faça nada estúpido, ok? Deixe–me ir até aí.

O John, que vinha figurando nos livros como uma presença constante, até demais pro meu gosto, já tava de saco cheio dele e do mimimi com a Xhex, sumiu. Ela apareceu pouco. Jane foi crucial em vários momentos, mas discreta. V zoou nesse livro! Risadas exclusivas pra ele. Butch apareceu pouco, mais citado. A Marissa é viva, gente! Mas fez só figuração. Ehlena foi pouquinho também. Bella, só pelo grito já valeu o livro, segura o tchan aí, amiga. E Phury apareceu que foi uma beleza! Tomou-lhe um sacode, fez discurso, fez o legal, o motorista, o Primale...

Eis que depois de um draminha interno, Saxton entra em cena novamente e mostra como ele é o ex-namorado perfeito (ah, qual é! Isso não é spoiler, você realmente achou que Blaylock, aquele macho de valor, caráter e correto ia trair o namorado?! Todo mundo já sabia disso). E eles terminam como dois adultos. Coisa que supostamente, Qhuinn não saberia ser. Ele é intenso demais pra essa babaquice de civilizado o tempo todo.

O livro é um festival completo de mal entendidos. E Blay não diz algo importantíssimo que ficou parecendo segredo da novela das 8, Qhuinn não solta muita coisa porque o cara está preso num conflito interno ferrado e dá muito ruído na comunicação. Sobra pro Saxton e subitamente o Qhuinn aprende a implorar. Isso aí, implorar, baby. Vai ser convincente assim lá na casa do...

E eu não sabia que o Blaylock era TÃO fã assim de piercings. Interessantíssimo.

Ok, vamos falar logo da parte boa tensa. Eles se pegam no modo hard. Do jeito IAN que a gente adora! Muito sentimento, história e conflito misturado em momentos e mais momentos de muita pele contra pele. E nem sempre acabando bem, da muito aperto no coração no pós–sexo.

Devido ao jeito como a Ward desenvolve a relação deles e só lendo mesmo pra vocês entenderam, no início é pouca conversa e muita ação. Nós sabemos pelo que eles estão passando, o ponto de vista dos personagens está dinâmico, mas também dividido em capítulos. E eles não sabem o que o outro está sentindo, não fazem a menor ideia. E pela forma como Blay decide enfrentar a situação pra conseguir se manter inteiro e como Qhuinn está desesperado por qualquer coisa que Blay quiser lhe dar... Eles se pegam com força, amigo. E não vai ter sentimentalismo pra aquecer seu coração melado, além do que os personagens estão nos dizendo, mas não compartilhando entre eles. É sexo, necessidade e fim. Porque se passar disso nos primeiros momentos, eles quebram. E já está dificil,  intenso e com a ferida tão aberta que por vezes parece que se o corpo deles não fosse tão forte, eles já estariam no chão.
– Merda – ele disse roucamente – A lâmpada...
Aparentemente, Qhuinn não estava interessado em acessórios mobiliários. O macho apenas puxou a cabeça de Blay para ele e começou a beijá–lo, aquela língua com um piercing penetrando sua boca, lambendo e sugando... Como se ele não pudesse ter o suficiente.

Ta, agora vou trazer minha seriedade de volta, prometo.

O livro é longo, mas também não é nenhuma saga. São 592 páginas e eu acho que seria bem menor se não fossem as histórias de fundo que a partir de certo momento começaram a me distrair de um modo ruim e eu não tive interesse em ler até terminar o livro e só então voltar nelas. Quem já lê IAN e Ward há um tempo aprendeu a achar que ela nunca faz nada por acaso. Eu espero que ela não tenha gastado páginas e mais páginas me falando sobre o Assail pra nada. Claro que deve ser pra introduzir a personagem nova como par dele, uma tal de Sola Morte que não me interessou além da primeira aparição dela. Ta, foi um saco. Pra aguentar aquilo, Sola Morte mesmo. Cada vez que um capítulo terminava (eles estão até curtos) e a página seguinte começava com Assail ou Sola Morte eu revirava os olhos. Depois já estava com meu saco tão cheio que só pulava tudo. Do Assail ainda passava os olhos porque ele tem ligações importantes com os Irmãos, a Glymera e os Bastardos.

E esse livro tinha tanta coisa pra acontecer (e ela torrou tanto meu saco com Sola Morte) que os redutores ficaram de lado. Eles estavam lá como propósito para cenas, não como segundo foco principal. Um dos momentos que eles apareceram quase me matou. Meu coração dançou lambada com Beto Barbosa pelo meu quarto antes de voltar pra reanimar meu corpo agonizante. Sim, foi o Z. Foi o Z, caramba! Meu hellren, gente! Eu ainda pego a Ward, um dia eu saco minha adaga e vou atrás dela fazer um furinho no dedo, só de vingança por esse momento.

O Qhuinn é um herói, na boa. O cara mais destemido e corajoso que você conhecerá. Se for pra salvar alguém, mas com perigo de morte de 99%, dane–se amigo. Ele mete a cara. Com força. Ele até voa (calma, não é o que você está pensando, tire a imagem tosca da mente e pense em alto sinistro no jeito IAN de ser)!! Espere e leia, o cara é sinistrérrimo! E se prepare para o: ZSAAAAAAAAAAAAAAAAADIST!

Eu to ficando fã do Z e do V, chamando o Qhuinn de “filho”. Fofo, vai. Na verdade todos eles chamam, acho que até o Rhage, eterno pirralho. E nesse livro, Z foi tocado e tocou, emocionalmente. Ele ta caminhando muito bem pra conviver com a barreira do toque (não creio que jamais vai superar). Aliás, nesse livro o Rhage teve bastante espaço, não sumiu completamente, sinto muita falta dele nas cenas. E tenho aquela teoria que quem gosta não vai concordar, mas eu não consigo lidar com a chatice da Mary. Ela é boa, útil a Irmandade, mas pra que eu vou querer ler sobre eles como casal? Não rola. O Rhage sozinho nesse livro tava ótimo e feliz, porque a shellan dele está muito bem, mas... Deixa a Mary lá ocupada, vai.

A maldita... digo, digo... a WARD! Uma das autoras que mais amo na vida

Lover At Last foi cheio de Brotherlove! Todos eles apareceram, tiveram propósitos, brincaram, falaram, deram uns tiros, compareceram aos eventos familiares na mansão. Trollaram tudo que dava entre eles, foi muito legal! Eu adoro o Brotherlove! Tenho certeza que vocês também! Até o Rehvenge estava lá nas situações.

Xcor está muito presente nesse livro, então pra quem não suporta o cara, essa é sua chance de começar a enxergá–lo de jeito mais sutil. Como eu fiz. Estava conversando com a Vânia do A Borboleta que lê enquanto ambas líamos LAL e disse a ela que não conseguia engolir o Xcor. Não dava pra suportar o cara. E pouco depois disse que ok, eu ia dar uma chance a ele SE o cara parasse de querer mexer com o Rei. Eu senti pena do Xcor nesse livro, por várias vezes. Pelo modo como ele se vê, tão sem valor, tão sem nada, incapaz de sequer ter o direito de olhar a vampira por quem está apaixonado, porque ela é uma Escolhida, algo sagrado pra raça. E ele é um nada, um ninguém, de aparência horripilante, iletrado, sem pai, sem história. Simplesmente algo que não vale nada.

Os momentos dele no livro que valem a pena, porque algumas passagens são super rotineiras, são aqueles que ele está sozinho. São linhas e linhas de miséria, desprezo puro e punição própria. Ninguém merece aquilo e por algo que ele descobre e não faz o que “deveria”, você começa a ver que existe alguém ali no fundo, escondido por traz da casca fria e sofrida. Esse autodesprezo por si mesmo, o prazer na dor, o modo como se acha um nada frente ao amor dele, me lembrou do Z. 
Ele não podia compreender o que aquilo estava pensando: Se as putas precisavam receber pagamento extra pra aceita–lo, ele estava com dificuldade de imaginar aquela amável escolhida fazendo outra coisa além de correr gritando na direção oposta.
Abruptamente, aquilo o deixou em depressão, especialmente quando a pulsação entre suas pernas se tornou mais forte. Na verdade, seu corpo era um instrumento deprimente, tão patético em seu desejo. Permanecendo inconsciente de que era indesejado por todos.
Nas últimas páginas Xcor me levou as lágrimas, nunca achei que derramaria algumas por ele. Mas foi um momento precioso e doloroso, além de esperançoso. Eu estava um pouco desanimada com a chance de o próximo livro ser dele, mas agora estou muito curiosa e já de coração na mão. Doida pra saber como poderia acontecer depois de tudo que ele fez.

Mas se ela disser que o próximo é do Assail... ah, na boa. Férias de IAN! Lança essa droga aí que eu leio, mas só porque é IAN.


Eu achei tão legal como todos os Irmãos, shellans e doggens colaboraram com a relação. Os caras foram incríveis, até se meteram pra ajudar o Qhuinn numa parte. Mas o que mais poderíamos esperar? Eles são nossos Irmãos adorados,  querem a felicidade um do outro, não importa como e o que as pessoas de fora acham. É certo, é real.

Sabe por que acabei de gastar umas duas páginas falando de tudo mundo e mais meu pai, menos do Qhuay (Qhuinn + Blay)? Porque o livro é assim. To olhando meu histórico de leitura no Skoob e na página 285 eu já tava dizendo que tava de saco do Assail e na 390 eu tava carente de Qhuay, porque foi pouco. Realmente, depois desses anos de sofrimento, eu queria sofrer de overdose de Qhuay, caramba! Podia me jogar no mel de tanta melação (ou meteção, afinal né, IAN) que eu não ia ligar. Mas eu ficava com o sentimento de interrupção o tempo todo, acabava um capítulo deles e parecia que a relação não tinha sido plena. Nesse livro eu me senti assim, muito interrompida. Com a linha da história do casal principal quebrando demais e indo a picos que não se completavam porque eram... interrompidos!

Algo que vai apertar o coração é a situação da Layla, o bebê e o Qhuinn. Eu sei que muita gente aí não queria que acontecesse, eu devo ser uma das poucas que sempre foi a favor. Pelo Qhuinn especialmente e agora, depois de “conhecer” melhor a Layla, por ela. E pela história. Mas com o sofrimento pelo qual o Qhuinn passa, é provável que vocês mudem de ideia e vejam o lado bom se a gravidez for pra frente.

Atenção para trecho que pode revelar um ponto da história! Spoiler alert abaixo!

Vai ser um barato quando esse bebê nascer. Se brigado com o Qhuinn e ferrado da cabeça o Blay já começou como ótimo pretendente a pai, imagina quando nascer. Vai ser lindo! E vai completar a visão e o que Qhuinn queria. A família vai ser bonita, ele e Blay serão ótimos juntos e cuidando da menininha com a Layla e quem sabe num futuro próximo, não sei como, não imagino a combinação, mas o Xcor vai entrar no meio e se ele puder ser tocado por um bebê, vai ser emocionante. Vocês precisam ver como ele reagiu sobre a gravidez. Obvio que um macho vinculado não gosta de saber que seu amor esteve com outro, mas a dor dele é não achar que ele valha o suficiente para dar um filho a Layla. Tem noção disso? Vai ser lindo! Mal posso esperar pra ver o Qhuinn de pai, diversão garantida.

Fim do Spoiler alert.

A briga deles é fenomenal, esperem chegar nesse ponto. Foi um dos meus picos pra matar o Blay. Eu ainda to meio em dúvida sobre o que acho do que o Blay demandou do Qhuinn, do que acho certo ou se entendi direito, porque no final eu preciso reler pra ver o que realmente devo entender. Porque particularmente, eu acho a história deles muito boa e o fato de o Blay ter se assumido gay (nesse livro ele realmente fez isso, além das muralhas da mansão), se aceitado e seguido pra tentar ser feliz mesmo sem o amor da vida dele, é ótimo. Mas o Qhuinn ser bissexual e escolher ficar com o Blay, é perfeito. Porque ele ama o cara, ele escolheu o cara, independente de quantas mulheres/homens/machos/fêmeas ele já teve na vida. Então, não sei se entendi direito. Eu tava lendo como uma histérica. Mas por que parece que o Blay demanda que o Qhuinn se assuma gay pra ele cair na real e aceitar o que é? Como se isso fosse uma condição? Ou lá pros últimos capítulos a Ward da a entender que não, porque aparece a moça e bem... Não faz sentido, é mais bonito, mais real manter o Qhuinn quem ele é e escolhendo o Blay. E ambos assumindo o que são e sendo felizes. Sei lá, vou reler isso. Não faz diferença pro amor deles, sou apenas muito apegada a detalhes sobre os personagens.

E a Beth ta super saidinha nesse livro, pra quem também é fã dela, prato cheio. O Wrath é um amor, cara. Fala sério, mas que Rei mais romântico. E preparem–se porque a Ward está semeando o terreno para criar um problema gigantesco envolvendo os dois. A rainha quer um bebê, o Rei tem terror só de pensar e os inimigos tem uma carta na manga que pode complicar mais ainda essa história. Comecem a roer as unhas.

E alguém me explica o que foi aquilo lá na ala médica? Como assim a Selena NÃO VIU?! Eu vi daqui, do outro lado do oceano. Como que ela não percebeu? A Ward fazendo aloka.
- Ei, rainha da beleza, ta pronto? - A voz de Rhage entrou pelo banheiro - Ou você quer depilar as sobrancelhas?

Falar em Selena, me fez lembrar do Trez e iAm. Eles estão super presentes nesse livro, não chegam a incomodar, até porque todos nós temos curiosidade a respeito dos Sombra e nesse livro descobrimos mais um pouco, especialmente do passado e de como vivem aqueles como eles. E como esperávamos é aqui que Trez literalmente cai de amores a primeira vista pela Selena. Será que eles são os próximos?

O Trez e o sex on fire dele me levaram a pensar que vamos ter que fazer uma pesquisa de campo. Essas mulheres de Caldwell são megas sortudas. Porque pensa, Rhage era o terror da mulherada e comeu metade da cidade em diversos locais. Depois veio Qhuinn, que comeu mais metade da cidade, incluindo alguns caras (e nos pensamentos do Blay, ele faz questão de repetir diversas vezes como o Qhuinn comia mulheres, machos (vampiros), fêmeas (vampiras) e homens). Ou seja, metade da população humana e metade da população vampira–civil que frequentava as boates. Agora o Trez, Ward disse que ele já comeu metade da mulherada da cidade. Gente! Onde eu tava que não fui pra Caldwell? Pela divisão da Ward, se você não deu pro Rhage, você tem que der dado pro Qhuinn ou pro Trez ou vice e versa. Vai que você sai muito e acabou com os três?! Vamos correr pra lá que ainda tem o Zypher, a próxima Sex beast pra ficar a solta!

Resumindo, depois de 5 páginas escritas, esse livro é um novelão mexicano de qualidade. Daqueles beem carregados. De preferência, continuação, tipo segunda fase da novela. É muito drama em muito pouco tempo, acontece tanta coisa que você fica achando que está lendo um ano na vida dos Irmãos. Mas é 90% do livro todo em uns dois dias na vida deles. É muita coisa em pouquíssimas horas, o Qhuinn é inundado de problemas, da pena do cara. Até no meio de tanque de sangue negro o cara vai parar quando dá uma M FE–NO–ME–NAL! Eu xinguei umas 500 gerações nessa hora. Gritava na frente do computador: EU NÃO ACREDITO NISSO! Roubei um palavrão do livro e postei em caps no skoob: GODDAMN MOTHERFUCKING SHIT!!

Foi forte, amigo. Muito forte. 
– O que eu posso fazer? – Blay perguntou–se.
Os olhos de Qhuinn examinaram seu rosto.
– Você realmente quer que eu responda isso?
Aparentemente, Blay pensou alto.
– Sim, eu quero. 

Acho que me emocionei com 80% do que o Qhuinn disse ao Blay. Geralmente era o Blay me fazendo sofrer, nesse livro eu até daria uns tabefes nele. Só quis chorar com o Qhuinn. O cara é tão confuso, se arriscando pela primeira vez, completamente apaixonado e quando ele dá aqueles três pontinhos, perdido no que dizer, ficando sem sentido e ao mesmo tempo falando exatamente tudo que gira o mundo do Blaylock. É de apertar o coração.

Então ele começou a por pra fora, implorou, se perdeu, sofreu, apanhou da vida por dois dias seguidos, foi interrompido em todos os momentos plenos, mendigou afeto, se humilhou pra receber migalhas de uma forma mais direta do que as migalhas pelas quais o Blay mendigou por tantos livros. Porque dessa vez estava efetivamente acontecendo, ele tava aberto, se machucando e pronto pra isso, pedindo por isso. E falando, mesmo que não tenha dito as poucas palavras que precisava, porque antes de ter o direito de dizê–las, ele tinha que ceder ao Blay tudo que ele precisava por todo esse tempo de negação.

E quem diria, a Ward terminou o livro com uma frase de conto de fadas pra combinar com aqueles últimos momentos mágicos.

Vocês entenderão......

*As traduções dos trechos e sinopse foram feitas por mim (relevem, hein!) ;p

O livro está disponível (em inglês) em versão papel e e-book, na Amazon e em outras livrarias internacionais. Tambem já da pra comprar pela Amazon brasileira (apenas versão kindle).

Atualizado: 24/04/2013

O livro já está em pré-venda no Brasil! A Universo dos Livros dessa vez foi sinistrérrima e conseguiu manter a capa original! Com o cara que a Ward curte tanto e acha a cara do Qhuinn (só ela...).

Você já pode encontrá-lo na Saraiva! Corram que a galera ta looooka pelo livro. O lançamento tá marcado pra 30/08, como eu pensei mesmo, vai dar pra lançar na Bienal.

E dá uma olhada na capa LINDAAA! A UDL corrigiu até os olhos com as cores trocadas que reclamamos tanto!



Até a próxima!

Lucy.

12 comentários:

  1. Lucy, parabéns!!!
    Vc expressou bem as MINHAS reações enqto lia o livro.
    Tbm senti falta de mais cenas com o casal principal e odeio aqles capítulos com outros assuntos qdo a cena está no seu melhor.
    Preciso do livro em português pra ler de novo e de novo e de novo!!!

    PS: Para de falar mal da Mary ou vamos brigar feio!!! Kkkkkkkkkk

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  2. Lucy,
    que resenha é essa? Li babando e suspirando. Vc acabou comigo agora. Eu não leio em inglês, como vou aguentar esperar pela tradução?
    Parabéns

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  3. Nossa, sabia que a Ward ia fazer merda, até tinha falado para as meninas como o casal ficou o tempo todo em sentimentos piegas, com certeza o final iria ser piegas também, já tinha acertado o final sem precisar nem ler o livro.

    Ward é tão boa autora, mas desde o sexto livro ela só faz merda.

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  4. Nossa isso que é resenha da fanzoca, kkkkkkkkkkk, acho que você contou o livro todo kkkkkkkkkk. Nã boa eu já fui mais entusiástica com a série IAN, desde o livro do Jonh leio porquê pe IAN, mas infelizmente se tanto chan..não leio infelizmente me inglês, então só resta-me aguardar. Valeu

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  5. Lucy que isso flor?!?!?!?! To passada e engomada aqui. Eu sabia que fortes emoções viriam, que ficaria louca pelo livro, e tudo mais que IAN pode nos causar. Mas você judiou. Pronto... agora vou ter que ler os que ainda não li, ou melhor, devorar, para ler esse assim que lançar. Se eu gostei da sua resenha????? Cara, maravilhosa a resenha. Adoreiiiiiiiiiiiiii. bjoks

    Eykler

    www.aghridoce.blogspot.com.br

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  6. Lucy sua danada! Eu adoro suas resenhas enormes e loucas... kkkkkk Não preciso nem comentar que estou aqui em ânsias, cólicas e afins para ler este livro. Afinal, como você também venho acompanhando este casal e torcendo por ele desde o início. Nada mais justo que saborear o fato deles finalmente se acertarem e ficarem juntos... Agora, só tem um detalhe que estou hiper curiosa... Tem odor de vinculação na relação deles? Da parte dos dois, ou só de um deles? kkkk
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  7. caraca...vc contou o livro todo! Na boa, tô aqui roendo unha esperando lançar...isso que ainda tô aki chocando Amante Meu e Amante Liberta...isso que nem comprei o Thor aina (Heresia eu sei...mas fazer o quê quando o salário é convertido em leite e fraldas todo o mês???)...adorei a resenha a pesar de tanto spoiler amiga...estou surtando pois sei que os machos purpurinados serão tudo de bom...apesar do Blay ser uma mãezinha e o Qhinn um piá de bosta emocionalmente falando!

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  8. adorei tua resenha!!!
    li só as partes em q eles apareciam no livro, por isso ainda preciso saber o q anda acontecendo com os outros personagens, mas achei q tinham muitas páginas pra outras histórias, e isso não me agradou.. qdo ela avisou q o livro ia ser grande eu pensei q teria muuuuitos momentos entre eles.. mas ainda sim amei o livro!!!! eu sou apaixonadíssima pelo Qhuinn!!!! o Blay tem espaço de sobra no meu coração, mas o Qhuinn.. caara, eu não sei explicar, só amo!! e assim como o Blay, sou suuuper fã de piercings!! kkkkk
    enfim, não conhecia teu blog, mas curti muito!!! tu expressaste toda a tensão e agonia q o livro passa!! nooossa, a Ward gosta de fazer a gente sofrer!!!

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  9. Estou perdidamente louca pela capa do lover at last. Gostei da sua resenha, contei seis passagens entre o Qhuinn e Blay no livro, me derreto todas as vezes em que as leio, e vou confessar ja reli várias vezes. Tenho uma dúvida quanto a capa, é um modelo que posou ou é uma criação gráfica? (não os olhos é obvio) mas o ser em si. Pesquisei sobre a capa e não achei nada tipo quem escoheu e quem é o rapaz quem souber me diga

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  10. Lucy,
    Amei sua resenha.... Sou apaixonada pela IAN, e indo contra geral o Vampiro que mais amo é o Thor e indo novamente contra todos amei o livro de e a estória dele com a N'one ou melhor Autunn, só achei que ficou um gostinho de quero mais no romance deles já que as coisas só se acertaram mesmo no final.... Não quero falar muito para não estragar a surpresa de quem não leu.... Mais notei que você falou de todos os personagens abordados no livro de Quinn e Blay, mais não falou do casal sniffffff fiquei triste não vão falar neles nem no Laciter..... No fim do livro deu a entender que ainda teria assunto para abordar em outros livros.... Só eu senti isso? Ohhh my God!!!!!!! Realmente sei que muita gente vai descordar mais realmente que estória de superação linda desses dois fiquei encantada já amava Thor e amei ainda mais, porém sinto que estou só, quase ninguém fala nele!!!!!!!

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  11. O livro tá disponível no blog Amor na Leitura. Ei sua resenha é 10000.Mais convenhamos, o livro deixa um pouco a desejar. tbm já é o décimo primeiro. Não tem como não ficar, Porém, sou viciada e tenho todos.Bjos!!!

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  12. Adorei o livro, amei o Blay e o Quinn juntos foi superação. Só naõ gostei das histórias paralelas...interrompendo muito, mas foi só por isso, a Ward está deixando terreno para mais livros da IAN,e não quero que esta série acabe tão cedo.Nossa mas quem roubou a cena foi Xcor, nossa que cena lindaaaaaaaaaa com a Layla, acho que a história deles vai ser a mais tensa e uma das mais bonitas

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