Pré-Venda e Prólogo: Inferno - Dan Brown

Olá, pessoas! Voltei, dessa vez com uma notícia. Não se espantem por eu estar mostrando minha cara de pau aqui tão rápido depois de um post. É o milagre das férias!

Em março a Elimar postou sobre as novidades da Editora Arqueiro para 2013 e entre elas estava programado o novo livro do Dan Brown. Eis que já chegou a hora de por a mão no bolso se você é desses que adora uma pré-venda.

O lançamento de Inferno nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, está marcado para 14 de maio. Aqui no Brasil, ele chega às lojas em 7 de junho.

Eu estava pensando em deixar pra comprar na Bienal, mas acho que vou pegar da minha tia que é fanzona do Dan. Se alguém quiser me dar pra resenha sair bem rápido, também to aceitando, ouviu, parceira? #interessadaecaradepau

Inferno - Dan Brown
Editora Arqueiro
464 páginas
Lançamento: 07/06/2013
Perfil do livro no Skoob

A capa ao lado que será publicada aqui no Brasil, é exatamente identica a capa americana.

Neste fascinante thriller, Dan Brown retoma a mistura magistral de história, arte, códigos e símbolos que o consagrou em "O Código Da Vinci", "Anjos e Demônios" e "O Símbolo Perdido" e faz de Inferno sua aposta mais alta até o momento.

No coração da Itália, Robert Langdon, o professor de Simbologia de Harvard, é arrastado para um mundo angustiante centrado em uma das obras literárias mais duradouras e misteriosas da história: O Inferno, de Dante Alighieri.

Numa corrida contra o tempo, Langdon luta contra um adversário assustador e enfrenta um enigma engenhoso que o arrasta para uma clássica paisagem de arte, passagens secretas e ciência futurística. Tendo como pano de fundo o sombrio poema de Dante, Langdon mergulha numa caçada frenética para encontrar respostas e decidir em quem confiar, antes que o mundo que conhecemos seja destruído. 


Nessa nova aventura de Robert Langdon, Dan Brown decidiu mergulhar seu personagem mais famoso nas veias profundas de um dos poemas mais conhecidos da literatura. O livro leva exatamente o mesmo título que o poema de Dante Alighieri, popularmente conhecido como Inferno de Dante. Inferno é a primeira parte de Divina Comédia, públicado no século XIV (quem ainda não leu, recomendo. Até pra entender melhor o livro. Confesso que li obrigada por um professor de teoria da faculdade, mas entrou pra lista de livros que não escolhi ler e agradecerei eternamente por ter feito).

Em recente entrevista sobre o livro, Dan disse: Apesar de eu ter estudado o Inferno de Dante no ensino médio, apenas recentemente enquanto pesquisava em Florença, que comecei a apreciar a grande influência do trabalho de Dante no mundo moderno. Com esse romance estou excitado para levar os leitores por essa jornada profunda por seus domínios... Uma paisagem de códigos, símbolos e muito mais do que algumas passagens secretas.

Os críticos esperam ansiosamente pelo novo trabalho do autor, especialistas já dizem que se Brown fizer por Dante o mesmo que fez por Leonardo da Vinci, podemos esperar algo que deixará o público em geral encantado e os estudiosos do tema arrancando os cabelos.

O livro nem foi lançado ainda e todo mundo já quer saber se teremos Tom Hanks (com topete e tudo) novamente no papel de Robert Langdon (será que até lá ele fica careca?). Tudo vai depender do sucesso que a adaptação de O Símbolo Perdido fizer nos cinemas. O livro foi lançado em 2009 e vão começar a produzir o filme esse ano, com Hanks como Langdon e Mark Romanek na direção. Vai demorar, hein.

A capa ao lado é a versão a ser lançada no Reino Unido. Particularmente eu fiquei muito mais encantada por ela. Apesar das diferenças, ambas as capas tem a imagem do poeta italiano que inspirou o livro, Dante Alighieri. O plano de fundo das duas é uma imagem da cidade de Florença, onde se passa a história.

Dan Brown é famoso por colocar pistas codificadas em suas capas, será que encontraremos alguma nessas duas?

Assim como na época do lançamento de O Símbolo Perdido, para descobrir o nome do novo livro do Dan os fãs também tiveram que entrar numa jornada de divulgação que até eu me meti porque não tenho vergonha e adoro essas coisas. Dá pra ver o resultado no site do autor.

Pelo que andei lendo nos sites ingleses de notícias (porque a galera lá está animadíssima pro lançamento), nesse livro Langdon vai ser obrigado a testar muito a sua boa forma. Como o coitado nunca tem sorte nessa parte, outro assassino vai grudar no rastro dele enquanto ele tenta vencer seus inimigos e desvendar o enigma que se apresenta após o suicídio do tal Sombra (veja prólogo a seguir). Óbvio que Sombra é mais um fanático. E a nova missão de Robert terá mais uma vez a participação de artes clássicas, paisagens italianas, passagens secretas e ciência futurística.

Sejá lá por onde Robert vai passar e se ele vai repetir ou não a saga de Dante pelo Inferno, só de ler o prólogo eu já estou me roendo de curiosidade. Vocês sabem que não resisto a um bom suspense e sou fã do Dan Brown e sua coleção de códigos, símbolos, assassinos profissionais, fanáticos religiosos...

Preview do Livro:

Os lugares mais sombrios do Inferno são reservados àqueles que se mantiveram neutros em tempos de crise moral.

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Fatos
Todas as referências históricas e obras de arte, literatura e ciência citadas neste romance são reais.
"O Consórcio" é uma organização secreta com escritórios em sete países. Seu nome foi modificado por questões de segurança e privacidade.
Inferno é o mundo inferior que Dante Alighieri retrata no poema épico A Divina Comédia como um reino de estrutura complexa povoado por entidades conhecidas como "sombras" - almas desencarnadas presas entre a vida e a morte.
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P R Ó L O G O
Eu sou a Sombra.
Pela cidade atormentada, eu fujo.
Pela eterna desolação, corro para escapar.
Pelas margens do rio Arno, sigo desabalado, ofegante... Viro à esquerda na Via dei Castellani e sigo em direção ao norte, abrigando-me nas sombras da Galleria degli Uffizi.
Mesmo assim eles continuam a me perseguir.
Então, à medida que me caçam com uma determinação implacável, o som de seus passos vai ficando mais alto.
Há anos sou perseguido por eles. Sua persistência me manteve na clandestinidade, forçou-me a viver no purgatório, agindo debaixo da terra qual um monstro ctônico.
Eu sou a Sombra.
Aqui, na superfície, ergo meu olhar para o norte, mas não consigo encontrar um caminho direto para a salvação, pois os montes Apeninos bloqueiam os primeiros raios de sol da alvorada.
Passo atrás do palazzo com sua torre com ameias e seu relógio de um ponteiro só... Em zigue-zague, avanço por entre os comerciantes madrugadores na Piazza Di San Firenze. Quando falam com suas vozes roucas, sinto seu hálito, que recende a lampredotto e azeitonas assadas. Atravessando em frente ao Bargello, dobro novamente à esquerda em direção à torre da Badia e me jogo com força contra o portão de ferro ao pé da escada.
Aqui, toda e qualquer hesitação deve ser abandonada.
Giro a maçaneta e entro no corredor. Sei que não haverá volta. Instigo minhas pernas pesadas como chumbo a galgarem a escadaria estreita, com seus degraus de mármore esburacados e gastos subindo em espiral rumo ao céu.
As vozes ecoam lá de baixo. Suplicantes.
Eles estão atrás de mim, irredutíveis, cada vez mais perto.
Não entendem o que está por vir... tampouco o que fiz por eles!
Terra ingrata!
Enquanto subo, as visões me vêm com toda a força... os corpos libidinosos se contorcendo sob a chuva de fogo, as almas dos glutões flutuando em excremento, os traidores infames congelados nas garras gélidas de Satanás.
Venço os últimos degraus e chego ao topo cambaleando, à beira da morte; saio para o ar úmido da manhã. Corro até o muro que se ergue à altura da minha cabeça e espio pelas frestas. Lá embaixo estende-se a cidade abençoada que tornei meu santuário contra aqueles que me exilaram.
As vozes me chamam, aproximando-se por trás de mim.
- O que você fez é uma loucura!
Loucura gera loucura.
- Pelo amor de Deus - gritam eles -, diga-nos onde a escondeu!
É exatamente pelo amor de Deus que não direi.
Aqui estou, encurralado, as costas contra a pedra fria. Eles olham no fundo dos meus olhos verdes e límpidos, e seus rostos ficam carregados: sua expressão, antes persuasiva, agora é ameaçadora.
- Você sabe que temos nossos métodos. Podemos forçá-lo a nos contar onde está.
Por isso subi metade do caminho até o Céu.
Sem aviso, eu me viro e ergo os braços, agarrando o parapeito alto com os dedos, içando meu corpo, ajoelhando-me às pressas em cima do muro. Depois me ponho de pé... oscilo à beira do precipício. Seja o meu guia, caro Virgílio, enquanto atravesso o vazio.
Eles disparam à frente, incrédulos, querendo agarrar meus pés, mas temendo que eu perca o equilíbrio e caia. Com um desespero contido, começam a implorar, mas eu já lhes dei as costas. Sei o que devo fazer.
Lá embaixo, a uma distância vertiginosa, telhas vermelhas se espalham como um mar de fogo pelo campo... iluminando a bela terra um dia povoada por gigantes... Giotto, Donatello, Brunelleschi, Michelangelo, Botticelli.
Aproximo os dedos dos pés da beirada.
- Desça! - gritam eles. - Ainda há tempo!
Ó, ignorantes obstinados! Por acaso não conseguem ver o futuro? Não conseguem entender o esplendor da minha criação? Como ela é necessária?
É com prazer que faço este último sacrifício... e com ele extinguirei suas últimas esperanças de encontrar o que buscam.
Vocês jamais conseguirão localizá-la a tempo.
Centenas de metros lá embaixo, a piazza de paralelepípedos me chama como um oásis de serenidade. Como eu gostaria de ter mais tempo... Porém esse é o único bem que nem mesmo minha enorme fortuna pode comprar.
Nestes últimos segundos, baixo os olhos em direção à piazza e vislumbro algo que me deixa perplexo.
Vejo o seu rosto.
Em meio às sombras, você tem os olhos erguidos para mim. Estão pesarosos, mas neles também percebo reverência pelo que fui capaz de fazer.
Você entende que não tenho escolha. Por amor à humanidade, devo proteger minha obra-prima.
Neste exato momento, ela cresce... à espera... fervilhando sob as águas rubras de sangue da lagoa que não reflete as estrelas.
Então tiro meus olhos dos seus e contemplo o horizonte. Muito acima deste mundo oprimido, faço minha última súplica.
Queridíssimo Deus, rogo-lhe que o mundo se lembre do meu nome não como um pecador monstruoso, mas como o salvador glorioso que o Senhor sabe que na verdade sou. Rogo que a humanidade entenda o presente que deixo
Meu presente é o futuro.
Meu presente é a salvação.
Meu presente é o Inferno.
Com essas palavras, sussurro amém... e dou o último passo para mergulhar no abismo.

Fonte do prólogo: Folha de S. Paulo

Obs: As partes em rosa são apenas itálico, não estarão em destaque no livro, isso é consequência da configuração do tema do blog.
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Inferno está em pré-venda nas maiores livrarias online. O lugar mais barato que encontrei foi o Submarino por R$ 29,90. Mas para os afoitos, melhor correr na livraria porque só enviarão a partir de 11/06.

Até a próxima.

Lucy

5 comentários:

  1. Oi Elimar,
    Já ouvi falar super bem desse livro, li uma matéria (já tem um tempo) da época que ele estava escrevendo esse livro e fiquei ultra curiosa para ler a trama *-*
    Nem acredito que já está na pré-venda, vou ler em breve!!

    Beijinhos
    Renata
    Escuta Essa
    http://www.facebook.com/BlogEscutaEssa
    @blogescutaessa

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  2. Oi Lucy. Ador os livros do Dan Brown. Li todos quanto pude dele. Se é polêmico ou não seus livros, não me importo. Gosto da maneira como ele aborda os temas que escolhe para escrever. Quando leio me sinto transportada pra dentro do livro. Aí pra judiar da pessoa aqui, você vem e coloca o prólogo do livro. Esse vou ler, com certeza. bjoks
    Eykler

    www.aghridoce.blogspot.com.br

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  3. My God! My God!My God! My God! {surtando}
    Adoooooro Dan brown, virei a noite lendo Anjos e Demônios e o Código. Que notícia boa!!!!!!! (mas junho tá tãaaão longe...)
    Ah, Lucy, concordo contigo. também gostei mais da capa britãnica!

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  4. eu queroooooo, amo Dan brown, irei comprar com certeza!!

    me visita?
    http://www.lostgirlygirl.com

    bjos

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  5. Eu amo Dan Brown! Estou lendo o símbolo perdido.
    Não gosto de compar em pré-venda. Mania minha, mesmo!
    Vou comprar depois do lançamento.
    Beijo

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