O Duque Sombrio - Margaret Moore

Hoje vim resenhar um romance histórico! Meus favoritos! Infelizmente esse não é maravilhoso, mas está contando!

O Duque Sombrio - Margaret Moore
256 páginas
Relançado em 2012
Harlequin-Saraiva
Livro no Skoob

Adrian Fitzwalter, também conhecido como o Duque Negro, desafia as tradições e os bons costumes ao se apaixonar por Hester Pimblett, a dama de companhia de sua mãe. Ambos são rejeitados pela alta sociedade, que o vê como um traidor por não ter desposado uma jovem da aristocracia, ao mesmo tempo em que Hester é desprezada. Mas Adrian guarda um segredo que fizera ao seu pai no leito de morte e que o impede de revelar a verdade sobre ele e Elliot, seu ardiloso irmão. E ele está determinado a proteger Hester das artimanhas de Elliot a todo custo, até que possa unir seu coração ao dela para sempre.

Resenha:

Esse livro foi uma leitura super rápida, só uma noite de sábado pra domingo virada e tava pronto. Ainda bem, porque ele não vale mais tempo do que isso.

Não sei se já disse por aqui, mas a minha grande paixão são os romances históricos. Desde que comecei a ler romances lá com meus 13 anos, eles sempre foram meus preferidos. E eu sou doidaaaaaaaa em um duque! Não posso ver duque escrito no título ou na sinopse que OPA! É meu!

Comprei esse junto com o combo dos 3 históricos da Arqueiro e ele chegou primeiro. Vocês já devem ter visto que a Saraiva está com uma conluio parceria com a Harlequin e tem essa área de romances lá no site dela.

Eu gosto um bocado da Margaret Moore, eternas lembranças de passar a adolescência lendo aquela série enorme de guerreiros que ela escreveu. Mas quando um livro dela é ruim, cara, ela capricha. Esse não é o pior dela, nem de longe. Mas gente, que livrinho sem graça. Ela devia ter usado um conde, um marquês, baronete... Mas escrever um livro de duque supostamente sombrio e fazer isso é muita falta de sacanagem.




Claro que o texto é muito bem escrito, as referencias histórias estão lá, bem colocadas e corretas. Mesmo que a Harlequin tenha picotado e eu não olhei o original, então não sei se foi muito cortado. Mas a história é tipo meio sanduíche para não estragar a dieta. Eu fiquei achando que era o 3° livro da série, porque Lady Hester fala das duas irmãs o tempo todo. E do jeito que ela trata, parece que já conhecemos a mocinha de outras praias. E seria até bom termos conhecido para conseguir enxergar essa raridade toda que ela tem.

Hester virou–se na mesma hora e olhou para o homem casualmente apoiado no batente da porta, com os braços cruzados sobre o peito largo. Era alto e o belo corpo era realçado pelo casaco azul–claro, a camisa de colarinho branca, a calça bege e as botas de cano alto. O cabelo era negro, assim como as grossas sobrancelhas, e era tão lindo que Hester não teve dúvidas de estar diante do próprio Duque Negro.

Lady Hester sempre foi o patinho feio, coitada, só porque ela é “comum”. É apagadinha, sem graça, queria ser uma intelectual, mas os pais não colaboraram. Não estou com pena dela não. Ela é apagadinha mesmo. Eu adoro quando vem uma autora com uma mocinha feinha, mas suuper interessante, atrevida, com fogo nas ventas e que sapateia em cima do mocinho. Não é o caso aqui. Se ela desse de cara com certas mocinhas “comuns” que conheço, elas iam sambar na cara dela e ainda dançar o tchu–tchu em cima do caixão!

Então, dona Margaret me vem com o duque sombrio. Eu tava em cólicas, porque como disse, sou tarada num duque. Adiciona sombrio então que eu vou no teto. Entra em cena Adrian Fitzwalter. Eis o duque. Alto, bonito, sedutor de leve, com uma voz que é um negócio. Senso de humor mais ou menos, parece que atira bem e... Cadê o sombrio? Cadê o duque super duper que ela me prometeu?!

Livrinho super chapa branca. Uma graça. Antiquadinho mesmo, parece até que foi escrito por uma senhorinha conservadora, cheia dos princípios e sem imaginação para apimentar. Aí, aparece o irmão dele. Um sem vergonha de jardim de infância com uns crimes dignos de ensino médio. Insira um quase segredo que você saca assim que o duque chega, uma madrasta esnobe e hipocondríaca, uma louca e fecha o pacote.

E quando o ponto de vista é do Adrian, a autora fica citando os pensamentos dele sobre a Hester: Que mulher rara! Que mulher diferente! Que raridade. Olha... Eu já falei que eu sempre torço para as feinhas e gordinhas dos livros. Mas nesse caso, vocês vão me desculpar, mas quando ele falava isso eu respondia: Só se for rara de feiura! Porque a mulher não tem nada de rara. Ela só não é uma babaquinha como a outra garota mais nova que a autora coloca na história meio que para mostrar a diferença e também... Vamos ser sinceros aqui. Lady Hester já estava no desespero e o livro praticamente diz isso. As irmãs lindas estão casadas, ela com aquele trauma de não ser notada, ficando para tia, já virou dama de companhia da duquesa idosa e chata.

Então entra o duque, com uma péssima reputação, sem graça, sofredor por escolha e lindo. Amigo! Que se dane a reputação, parte pro abraço! Mas ela foi uma mulher corajosa por não vacilar frente a ameaças e por confiar no Adrian, mesmo contra todas as opiniões. Mereceu o seu final feliz. Só acho que a história do irmão fanfarrão que deve se regenerar promete ser mais legal apesar de ainda estar com antipatia pelo cara. Ela também podia ter explorado mais o mordomo surdo, eu dei umas boas risadas com ele trocando os nomes nos anúncios das visitas.

O duque aguardou até que Lorde Elliot houvesse soltado a mão da dama e lentamente imitou o gesto. Curvando–se, roçou os lábios nas costas da mão dela, com um beijo que mais se assemelhava a uma carícia íntima.

Fitando Damaris com toda a intensidade de que Hester sabia que ele era capaz, Adrian disse:

– Adieu, Srta. Sackville Cooper.

Hester engoliu em seco, e Damaris parecia incapaz de se mover, o que era uma reação perfeitamente compreensível.

Os personagens são muito virtuosos, até os pequenos desvios do duque são explicados, ele não faz nadinha errado, é um mártir. Duque mártir não dá, tia Margaret. Assim não pode! Põe um barão! Um conde qualquer. Zoar duque é pecado duplo.

Enfim, livro curto, leitura leve e rápida. Hester é uma mocinha virtuosa. O duque é bah. Já vi baronetes mais sombrios. Eu acho que o problema é que faltou carisma. Sabe aquele livro que você vai lendo com total distanciamento e não consegue se conectar aos personagens? Foi assim. Você não sente o drama da Hester, não se apaixona pelo duque através dos olhos dela e vice-versa. Só lá no final já que eu consegui sentir mais empatia por ela em um dilema que já fechava o livro. Eu gosto mais de livros em que eu sinto os personagens e me conecto a história e a eles.

E ó, livrinho de romance estilo florzinha. Até os beijinhos são nível ensino fundamental. Nesse livro não pode falar “essas coisas” na presença das damas. Então, minhas ladies aqui do Alquimia, peguem nele com luvas que eu sei muito bem o histórico de vocês! ;P

Leia com moderação e limonada (que álcool não pega bem para ladies virtuosas HAHAHA)

Até a próxima!

Lucy

11 comentários:

  1. Gosto bastante desse estilo de livro. Também sou daquelas que viram a noite lendo um bom romance de banca.
    Ainda não li esse. Acho que o último que li foi Escândalo (perfeito!).
    Vou ver se acho esse para comprar. Valeu pela dica!!

    bjus
    terradecarol.blogspot.com

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  2. Eu fiquei meio chateada pelo ser ruim e por ter zoado o duque,sim minha amiga,temos mais alguma em comum,mas terminei de ler a resenha rindo muito.... Tipo eu sei o que vocês fizeram em muitos verões passados... Impagável!!!

    Eu também gosto da autora e é uma pena ela ter vacilado logo com o duque...

    Resenha perfeita Lucy!!!

    bjsss

    Bianca

    http://www.apaixonadasporlivros.com.br/

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  3. Sua resenha está uma delícia como sempre!
    Eu ainda não li este livro, e depois de ler a sua resenha não sei se darei uma chance...
    Meus preferidos, também são os romances históricos, e é muito chato quando a gente pega um que não nos cativa, como foi o caso deste livro.
    E fala série amiga... Sacanear logo um duque??? kkkk
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  4. Oi lucy, tudo bem?
    Poxa já comprei este livro a tempos e não li. minha mãe leu e achou morninho, não gostou muito. Gostei de sua resenha, pois você nem incentiva e nem desestimula rsarssrs....Enfim , valeu a dica.

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  5. Quando vi a imagem da capa achei que valeria mais uma pena.
    Bjs, Rose.

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  6. Nossa que livro, gostei da historia.
    Não costumo ler esse gênero, mas
    me agradou bastante.
    bjs

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  7. Como sempre suas resenha arrasam Lucy. Como não sou lá fãsoca de histórico, não sei se leria, mas a maneira de você se expressar nos deixa querendo o livro. Adorei a resenha.
    bju
    Eykler

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  8. Não sou lá mt fã de livros muito conservadores hahahaha.
    A capa é de matar!
    Ótima resenha!

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  9. Lucy vc é 10!!!
    Que resenha perfeita, amei, só a resenha né, pq coitado do livro.. rsrs
    Vc acabou com as chances dele...

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  10. Obrigada pelos comentários meninas! O livro não é ruim, mas é como eu expliquei... não lerei novamente e ficou faltando algo! ;*

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  11. Amei o livro! O homem da capa é uma delícia!

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Faço parte das...

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