[Semana de Resenhas] O Alienista, caçador de mutantes: Natalia Klein!



Sinopse - O Alienista Caçador de Mutantes


"O Alienista Caçador de Mutantes" é uma versão revisitada de um dos contos mais famosos de Machado de Assis, que soma a irreverência e o nonsense ao humor ácido e politicamente incorreto do escritor carioca do século XIX. Agora, a vila de Itaguaí é alarmada pela queda de uma nave espacial e por uma névoa que causa mutações alienígenas. Quem cuidará do caso é o médico Simão Bacamarte, que recebeu do povo a alcunha de alienista, uma combinação de alien com especialista.

Comentários:

Para fechar essa semana dedicada a "Lua de Papel" com "O Alienista, caçador de mutantes", tive que dar uma relida na obra original. Faz pouco que a li, pois fiz um projeto para a escola onde trabalhei por quatro anos sobre a chamada Casa Verde, citada na obra, e que se localizava em Itaguaí, o município onde essa que vos fala labutava. Natalia Klein (a autora desse livro), segue a mesma linha da obra original, mas faz algumas mudanças ligadas ao período  que estamos vivenciando atualmente, fazendo uso de referências mais modernas, que na minha opinião, serviram para abrilhantar ainda mais o livro. 

Ao invés de receber loucos, a Casa Verde está lotada de mutantes, depois que uma nave espacial caiu na cidade, responsável por fazer desenvolver poderes nesses que foram atingidos de alguma forma pela nave. Bacamarte, personagem principal, tenta encontrar uma cura para o "mal" que aflige a cidade. Assim como no original, em algum momento, quase toda a cidade está vivendo na Casa Verde, o que causa uma revolta, liderada por Porfírio, o Barbeiro. 

O fato da obra original ser um conto, o livro de Natalia é bem fininho, e acho que isso acabou contribuindo para que ela pudesse fazer uma revisão muito bacana no texto, deixando essa obra super divertida. Chamo a atenção para a "paquera" do Doutor Bacamerte para com Crispin, o farmacêutico. Impossível não rir com a paixão proibida do Doutor:

"Simão Bacamarte recebeu-o com a alegria própria de uma gazela no bosque, uma alegria abotoada de seriedade até o pescoço, mas que estava pronta para ser despida a qualquer momento, de preferência violentamente". (p. 33).

Por ser bem curtinho (o livro só tem 126 páginas), se consegue terminá-lo numa tarde. Eu recomendaria o texto original, mas só se você tiver já uma bagagem de leitura mais ampla, porque para muitos, a leitura de Machado pode ser considerada arrastada e tediosa, mas só se você não estiver preparado para ele. Eu recomendo!



Essa resenha fez parte do projeto "Semana de resenhas" e teve como blog participante o blog amigo "Tribo do livro".

Beijos pessoas e até a próxima!

Elimar

7 comentários:

  1. Amiga, gostei da sua resenha, mais este livro eu não leria... não é meu estilo..

    beijos mila

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  2. Como no disse no começo da semana estes leituras que nos ofereceu foram interessantes e espero por em alguma oportunidade estas reconstruções de clássicos brasileiros. Valeu, Eli.=]

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  3. Não leio livros assim, gostei da resenha
    da historia, mas fico na duvida se leria
    bjs

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  4. Foi uma semana bem interessante. Você me fez conhecer, através de suas resenhas, vários livros que nem tinha escutado falar. Adorei mais esta resenha amiga. Quem sabe, uma hora destas dou uma chance a este livro?
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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  5. Eu li o original e não curti muito, entao não me animei para ler esse.

    http://www.lostgirlygirl.com


    bjos

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  6. Mais um que não me anima.
    Ainda por cima por ser fininho... já passo hehehe

    Bjs

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