[Resenha] Mel e Amêndoas: Maha Akhtar!


Sinopse:


O destino e as histórias de seis mulheres acabam se cruzando em um salão de beleza em Beirute, e elas compartilham momentos de solidão, felicidade, medo e frustração. Esse é o pano de fundo de “Mel e Amêndoas”, novo livro da jornalista Maha Akhtar. Mouna Al-Husseini, a atrevida proprietária do salão Cleópatra, luta para sobreviver com o pouco dinheiro que ganha, além de ter de aguentar a rispidez de sua mãe, que a repreende por nunca ter se casado. Já Amal, sua tímida assistente, mantém um segredo a sete chaves. Do outro lado do balcão, suas novas clientes desenvolvem um sentimento de profunda amizade, apesar de suas diferentes procedências sociais, religiosas e culturais: Imaan Sayah, uma importante diplomata libanesa, Nina Abboud, vítima da guerra que ainda não conheceu o verdadeiro amor, Lailah Hayek, uma ex-Miss Líbano infeliz no casamento, e Nadine Safi, esposa de um ex-embaixador e dona de uma calorosa personalidade. Essa narrativa sensível e envolvente, cheia de personagens femininas cativantes e histórias paralelas, leva-nos a caminhar pelas exóticas ruas de Beirute e sentir seus aromas, seus personagens e seus conflitos.

Comentários:

Ano passado (ou teria sido em 2011?), estava eu passando em frente a uma livraria (grande novidade), e me deparei com uma capa que chamou demais a minha atenção. A capa tinha parte do rosto de uma bela jovem, com trajes indianos. Lendo a sinopse percebi que o autor (Javier Moro) havia escrito sob uma forma romanceada, a vida de Anita Delgado, uma jovem de 17 anos, bailarina e espanhola, que havia se casado com o marajá de Kapurthala, na Índia. Lembro que o livro me marcou de tal maneira, que corri para o meu amigo google, e passei a pesquisar sobre Anita e suas desventuras, para saber se tudo que ali estava era realmente verdade. Foram nessas pesquisas que descobri o nome de Maha Akhtar uma jornalista importante, que descobrira já adulta que era neta de Anita. Lembro que ao ler a estória dessa mulher, que passou uma vida inteira sem saber dessa ligação, fiquei com a sensação de que tudo aquilo parecia ficção. Ficção da melhor qualidade, mas ficção. Parecia tudo tão surreal, que passei a duvidar de tudo aquilo... Maha depois da descoberta, passou a se dedicar a descobrir mais sobre suas origens,  e acredito que isso tenha influenciado de forma direta o ficção a qual ela se propôs a escrever. Maha cria sua trama em pleno centro comercial de Beirute, e é um salão de beleza (um local que até pouco tempo, era tipicamente feminino) que ela unirá a vida de algumas mulheres, que compartilham entre si segredos e anseios, dentro de uma sociedade que ainda lhes dá um papel diminuto e com pouca importância, tendo que agarrar com afinco, todas as oportunidades que lhes chegam. Cleópatra foi uma escolha perfeita de nome para o salão. Ao fazer com que essas mulheres se encontrem ali, Maha cria um ambiente de esperança e renovação, que é comum a todas as mulheres, em qualquer sociedade. 

Em um ambiente que lhes é totalmente hostil - Beirute foi uma região que viveu até bem pouco tempo submetida a guerra -, descobrimos que todas elas, de uma forma ou de outra, foram afetadas por esse acontecimento, algo que tende a emocionar enormemente quem se debruçar sobre essas páginas. 

Impossível para quem é mulher não se identificar com alguns dos anseios das personagens, e até mesmo torcer para que tudo "acabe bem no final", mas não sei se foi bem essa lição que Maha queria nos deixar. Aqui, ela mostra a luta dessas mulheres, seja para sobreviver ou para ser livre, e fazer suas próprias escolhas. Alguns segredos tendem a surpreender até mesmo as leitoras mais experientes, e outros tendem a deixar várias com lágrimas nos olhos. Para mim, a maior lição do livro é que nem sempre as nossas vidas seguirão o rumo que desejamos para ela. Algumas vezes, seguiremos caminhos totalmente opostos, que não farão pensar se aquelas foram as escolhas certas a fazer. O que realmente fará diferença é como nos comportamos diante dessas pequenas (ou grandes) adversidades que virão, graças as escolhas que fizemos. 

Uma dica: compre dois exemplares. Um para você e outro para aquela amiga especial, com quem você troca confidências. A leitura desse livro é um tipo de experiência que a gente compartilha com as amigas mais próximas, e passa horas discutindo, tentando a todo momento entender as motivações e os sonhos das personagens. E que sabe assim, poderemos entender nossas próprias , sem precisar abandonar nossos sonhos.

Elimar

9 comentários:

  1. Hum, parece interessante o livro.

    Bjus

    José Agenor

    Fan page:https://www.facebook.com/BlogdoJoseAgenor?ref=ts&fref=ts

    Blog: http://www.blogdojoseagenor.com.br/

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  2. Os comentários fizeram o livro parecer bem interessante, mas acho uma leitura mais indicada para mulheres. Vou dar de presente pra namorada.

    Estou seguindo seu blog para acompanhar as atualizações e sempre que puder fazer uma visita.
    Abraços

    http://reaprendendoaartedaleitura.blogspot.com.br/

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    1. Fernando, mesmo sendo um livro que fala de um universo feminino, você vai gostar bastante se ler. Talvez entenda como a vida das mulheres é complicada de verdade as vezes... kkkkkkkkkk

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  3. Oi ELimar
    Que resenha maravilhosa, adorei viu?
    Já anotei aqui e vou colocar esse livro na minha lista de desejados. Vou procurar por ele na bienal ;)

    Beijinhos
    Renata
    Escuta Essa

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    1. Que dia você vai Renata? Estamos todas ansiosas para essa bienal. Estamos marcando de ir dia 31... Vão bora? kkkkkkkkkkkkk

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  4. gostei, fiquei afim de ler e a capa eu amei.vou colocar ele na minha estante do skoob.

    Seguindo o Coelho Branco

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    1. Alice, como você é linda... Fica escondendo o jogo para não ser paquerada na net... kkkkkkkkkkkkk
      Vc vai amar esse livro, tenho certeza!

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  5. Adorei a resenha, talvez consiga adquirir só no final do ano, porque a lista de leitura é imensa....... mas com certeza darei o livro de presente a uma aluna que ama este gênero de livro.

    Obrigada pela resenha!!!!

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  6. Que resenha maravilhosa Elimar. Dá para perceber o quanto você gostou do livro, e o quanto a leitura dele te tocou.
    Não faz muito o meu gênero, mas se houver uma oportunidade, vou ler para conferir esta história tão diferente.
    Lia Christo
    www.docesletras.com.br

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