[Resenha] A Pousada Rose Harbor: Debbie Macomber


Sinopse:

A busca por um novo começo pode levar a grandes revelações. Jo Marie Rose decide comprar uma pequena pousada, como forma de superar a morte do marido. Mal sabe ela que as surpresas que a esperam nessa nova empreitada. Seu primeiro hóspede é Joshua Weaver, que voltou para casa para cuidar de seu padrasto doente. Os dois nunca se conheceram verdadeiramente e Joshua tem alguma esperança de que possam conciliar suas diferenças. No entanto, uma habilidade de Joshua há muito perdida prova que o perdão nunca está fora de alcance e que o amor pode florescer onde menos se espera.
A outra hóspede é Abby Kincaid, que retorna a Cedar Cove para comparecer ao casamento do irmão. De volta pela primeira vez em 20 anos [sic], ela quase deseja não ter ido, devido às memórias trazidas pela pitoresca cidade. E conforme Abby se reconecta com sua família e seus velhos amigos, percebe que só pode seguir em frente se permitir-se verdadeiramente a isso.

Comentários:

Eu esperava pouco desse livro (confesso minha pouca fé... Que vergonha! rs). Não que eu não goste do trabalho de Debbie Macomber. Ao contrário, já li vários de seus romances, e sei perfeitamente bem como ela consegue lidar com situações cotidianas de maneira muito sólida, mas sempre mantendo o ritmo ágil em sua escrita, nos fazendo querer mais é mais da leitura, sempre buscando mais um capítulo para saber como ela vai desenvolver aquela história. Bem, a questão aqui foi "Será que ela tem agilidade e gana para manter um livro de 348 páginas sem perder o rebolado?". Pois é... Não é que ela consegue? A trama começa sendo contada em primeira pessoa, por Jo Marie Rose, uma mulher de 38 anos de idade, que ao perder o marido a quem amava profundamente, resolve deixar de lado a vida que tinha quando ele ainda era vivo. Numa atitude tomada meio por instinto, ela compra uma linda pousada em Cedar Cove, cenário de outra série de livros de Debbie Macomber, que virou série de TV, estrelada por Andie Macdowell e Dylan Neal (veja a imagem no final dessa resenha). Ali naquela pousada, Jo Marie começava a passar pelo processo de cura, ao sentir que o lugar tem uma atmosfera acolhedora... Quase mística! Nesse livro, veremos apenas dois hóspedes na Pousada Rose Harbor: Josh e Abby. Ambos muito machucados pela vida, que nem imaginam que estão ali para superar suas mágoas e ressentimentos.

Josh Weaver estava ali porque seu padrasto estava morrendo. O homem que havia lhe colocado para fora de casa quando ele tinha apenas 17 anos, quando ele acabara de perder a mãe. Ele só voltara a vê-lo uma vez, quando fora a cidade para enterrar seu meio-irmão Dylan, filho de Richard. Quase 10 anos depois, Josh percebe que o padrasto, mesmo velho e muito doente, ainda consegue mexer com os seus nervos. Logo de primeira, detestei de verdade o velho Richard. A impressão que tive é que ele não aceitou em nenhum momento o enteado, e que queria a esposa só para ele e para Dylan. Josh admite ao longo da narrativa que não facilitou em nada para o padrasto, mas que nunca entendeu porque o velho lhe dirigia todas as suas ofensas e dureza. Mesmo sofrendo essa tremenda pressão psicológica, ele jamais contara nada para a sua mãe, pois ele sabia que o padrasto a amava, e não queria estragar a felicidade daquela que havia sofrido tanto nas mãos de seu pai, um alcoólatra agressivo que os abandonou quando ele ainda era bem pequeno para se lembrar. Mesmo não gostando do velho Richard, achei que a autora soube acertar bem as coisas entre ele e Josh, trazendo a paz de espírito que ambos necessitavam. Confesso que eu não teria o mesmo desprendimento de Josh para perdoar o padrasto, mas gostei da sensação que esse "perdão literário" me trouxe. Detalhe para o romance que surge meio sem querer entre Josh e uma antiga amiga de escola. Michelle, que havia tido uma paixonite por Dylan no colegial. No meu caso, a identificação com a personagem foi imediata (só quem me conhece vai entender porque).

A outra personagem, hóspede de Jo Marie é Abby Kincaid. Ela sofre a 15 anos (e não 20 como sugere a sinopse) pela morte de sua melhor amiga, Ângela. Depois daquele dia fatídico, ela apertara o botão de PAUSE, como uma forma de auto-punição pelo que aconteceu, já que ela se sentia a responsável direta pelo acidente que matara a amiga. Sendo obrigada a volta a Cedar Cove para o casamento de seu irmão mais velho, Abby terá que reencontrar a família e também os ex-amigos da escola, enfrentando pela primeira vez as pessoas que deixara para trás. Abby me comoveu em vários momentos, mas achei que ela viveu em choque desde o dia do acidente. Ao seu culpar, ela construiu um muro de autodepreciação, onde ela não se permitia aceitar o perdão, pois dessa forma, ela pagaria pela morte de Ângela. Outra personagem que, mesmo sem querer, encontro o perdão nessa viagem, e consegue a partir disso, seguir em frente. 

A narrativa é uma delícia. Tão gostosa que a gente passa as páginas com tanta rapidez, que a gente acaba sentindo a maior pena quando o livro acaba. Fica apenas a felicidade de saber que ainda vamos ler outros livros dessa série. Fica no ar uma possível relação entre Jo Marie e o faz-tudo da cidade, que acaba salvando a dona da Pousada de um "amigo" aproveitador de seu falecido marido. Temos a sensação de que tem mais estória por aí... Bem, assim espero!

Super recomendado!



Elimar

2 comentários:

  1. Eu adorei o livro, acho que a delicadeza da escrita e como ela desenvolve os problemas dos personagens de uma maneira tão suave que quando você percebe já acabou o livro.

    Adorei a resenha também!!!!

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  2. Alohaa Eli!! ^^

    Eu amei a capinha desse livro, mas acredite ainda não deu para ler não =(

    Adoro esse tipo de historia que a gente se perde e quando menos se espera termina. Vou subi-lo na lista de leituras ^^

    =*

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