[Resenha] Adeus à Inocência: Drusilla Campbell, Por Hellen Dominique

Mais uma resenha da pequenina das letras Hellen Dominique! Vamos ver o que ela achou de "Adeus à Inocência"?


Sinopse:

Madora tinha 17 anos quando Willis a “;resgatou”;. Distante da família e dos amigos, eles fugiram juntos e, por cinco anos, viveram sozinhos, em quase total isolamento, no meio do deserto da Califórnia. Até que ele sequestrou e aprisionou uma adolescente, não muito diferente do que Madora mesmo era, há alguns anos... Então, quando todas as crenças e esperanças de Madora pareciam sem sentido — e o pavor de estar vivendo ao lado de um maníaco começava a fazê-la acordar —, Django, um garoto solitário, que não tinha mais nada a perder depois da morte trágica de seus pais, entrou em sua vida para trazê-la de volta à realidade. Quem sabe, juntos, Django, Madora e seu cachorro Foo consigam vislumbrar alguma cor por trás do vasto deserto que ajudou a apagar suas vidas?
Comentários:
O livro Adeus à inocência é um livro dramático (muito dramático) que conta a vida de uma garota cuja os problemas que enfrenta giram em torno da família. O pai dela abandonou-a, juntamente com a mãe, se suicidando. E nunca teve uma verdadeira amizade com a mãe. Então o mundo dela é desamparado. Com isto, ela conhece uma "amiga" que a influencia e ela entra no mundo das festas e bebidas. Até que Madora conhece Willis. Eles fogem (ainda não entendi o que ela tinha na cabeça). Eles vão morar no deserto da Califórnia numa casinha minúscula. Até que um dia, Willis sequestra uma adolescente muito parecida com Madora há anos passados e, com isso, Madora ganha mais obrigações. É, a vida dela é ser submissa a Willis, fazer tudo que ele quer e bem entende, aceitar tudo sem nunca se impor. Ela quer que ele goste dela e fique feliz com tudo que ela é capaz de fazer, porém após o novo sequestro, o medo começa a substituir o sentimento de afeto e se desenvolve na proporção da gravidade do sequestro. Até que ela conhece Django, um garoto (sim, um garoto, ele tem apenas 12 anos) que teve de morar no deserto por conta da tia (a mãe morreu e ele precisa morar no com ela), ponto. Aí entra minha primeira crítica. Se você é um seqüestrador, é normal querer morar no deserto para ser refugiar. Nisto tem muita lógica. Mas uma pessoa normal? Segunda crítica: não tem ação, nada de guerra, militarismo... Pra que tanta morte? Gente, que diabos a escritora estava pensando? Que todos iriam simplesmente aceitar isso? Ah não! Não dá pra engolir isso né?! Continuando... Vejo Django (que nome hein?!) como o personagem mais importante da narrativa (que ocorre em terceira pessoa) já que ele faz com que Madora perceba como ela está vivendo. Madora é do grupo de personagens que te deixam com vontade de entrar no livro e dar uns sacodes para fazer cair na real. Os personagens foram bem construídos (apesar da Madora ser muuuuuuito ingênua). A capa e o título fazem muito sentido após o término da leitura. É um livro bom, mas sou sincera demais para dizer que a leitura fluiu. Li em uma semana um livro que, pelo número de páginas, leria em dois. Achei o ritmo bem lento, mas gostei do desenvolvimento. Este é o tipo de livro que se encaixa na minha teoria do bolo: uma pessoa quer fazer um bolo e tem todos os ingredientes para isto. O problema é que ela extrapola em uns e economiza em outros. O resultado não vai ser incrível, mas poderia ter sido, caso o confeiteiro tivesse colocado a quantidade certa de cada um.

Helen Dominique  tem 14 anos, é estudante do 9º ano e tem verdadeira paixão pelos livros. Estudante aplicada, gosta de ler assim como gosta de respirar. Atualmente é administradora do blog Pequenina Biblioteca e divide seu tempo entre a escola, a família e os amigos. Frequentadora do Clube do Livro de Campo Grande e adora compartilhar com as pessoas seu amor pela Literatura. Visite seu cantinho e prestigie o blog seguindo-o, clicando aqui.

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