[Resenha] Se eu ficar: Gayle Forman, por Hellen Dominique




Sinopse:

 

Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas. 

Comentários:
Se Eu Ficar é um livro emocionante, na medida do possível. Talvez pelas minhas altas expectativas, não achei que o mesmo merece estar entre os meus livros favoritos; o que é uma pena, já que ele podia muito bem entrar nessa lista. Mia é uma menina apaixonada por violoncelo e a música é a sua vida. Mais do que tudo no livro, me identifiquei com a protagonista. Ela sente a vida com muita intensidade, com muito amor e com muita música. Mia, que pensa na possibilidade de ir à Juilliard, tem um namorado - Adam - musicista de uma banda, que a ama e, ao meu ver, não havia tanta demonstração de sentimento quanto o que foi passado. Toda a família de Mia entra num estado trágico após o acidente de carro que sofreram enquanto estavam viajando para visitar a outra família. O mais interessante disso é que nós, leitores, percebemos o quão ínfimos nós somos em meio de um universo no qual ocorrem acidentes o tempo inteiro e que é um equívoco acharmos que nenhum desses casos de hecatombes da TV nunca acontecerão conosco; porque todos estamos sujeitos a isso. Após o acidente, no qual Mia não sentiu dor nenhuma; apenas o som da música do carro, ela se dá conta do que aconteceu e resolve vasculhar o local, onde ela encontra sua família praticamente destruída e seu corpo também. Toda essa visão é um baita susto de surrealismo, mas, ao decorrer da narrativa, o leitor percebe que, no contexto, há toda uma ligação para que não perca o sentido. Mia acompanha o carinho de seus parentes por ela fora do seu corpo - eu falo sobre o "surrealismo" - e narra a história de forma leve e despretensiosa, mesmo com o achismo de que isso não seria possível por conta do tema pesado e marcante. Não chorei rios como imaginara que ocorreria, porém a história é comovente e mostra-nos mais uma vez o quanto a família e o amor são fundamentais na vida de uma pessoa.

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Hellen Dominique  tem 15 anos, é estudante do 9º ano e tem verdadeira paixão pelos livros. Estudante aplicada, gosta de ler assim como gosta de respirar. Atualmente é administradora do blog Pequenina Biblioteca e divide seu tempo entre a escola, a família e os amigos. Frequentadora do Clube do Livro de Campo Grande e adora compartilhar com as pessoas seu amor pela Literatura. Visite seu cantinho e prestigie o blog seguindo-o, clicando aqui.

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