[Semana Editora Chame] Entrevista com Lucy Vargas!


Gente, como sou cínica... kkkkkkkkkk

Planejei uma entrevista com a Lucy e não disse nada para ela... A Chris Fernandes, nosso contato direto com a Editora Charme, intermediou uma entrevista com ela, sem ela saber que fui que fiz as perguntas. E ainda li em primeira mão, porque ela me passou para ver se estava tudo certinho. E eu rindo horrores aqui... Pois bem! Para quem não conhece a Lucy Vargas, ela é jornalista e já escrever já faz um tempinho. Seu primeiro livro lançado foi "Segunda Chance para Amar", um romance de época mais curtinho e fofo, onde já dá para perceber o talento que ela tem para nos emocionar e torcer por seus personagens. Logo em seguida ela lançou um romance de acelerar os corações apaixonados: Cartas do Passado, um romance que entra na nossa lista de favoritos de cara! Quando a Lucy me contou que a Charme ia publicar um livro seu, na hora eu liguei para parabenizar. Tenho certeza que a Editora Charme vai servir como um divisor de águas na carreira da Lucy. Essa não é somente uma grande oportunidade, mas A OPORTUNIDADE! Várias pessoas vão ter a chance de conhecer o brilhantismo e o talento da Lucy, que vai fazer com que você também vire fã, tenho certeza... Se liga na minha apresentação para a Lucy (sem ela saber que era eu... rsrsrs):


 Lucy, antes gostaria de agradecer a entrevista e dizer que estou ansiosa para ter seu livro.  Sou fã de Cartas do Passado e sei que seu livro pela Charme será um sucesso.

1. Qual foi a sua inspiração para começar a escrever romances?

Quando comecei nos romances eu já escrevia histórias infantis e adolescentes. Então comecei a ler romances e o que eu escrevia foi naturalmente tomando a forma desse gênero. Escrevi meu primeiro romance completo aos 16, nessa época eu lia tudo. De Harry Potter aos clássicos que as aulas de literatura da escola me fizeram descobrir, os livros que minha tia lia e me indicava, os livros da Anne Rice que eu lia escondido (porque minha mãe me achava nova demais pra ler isso) e os romances estrangeiros de livraria e de banca. E considero tudo isso minha inspiração inicial. 

2. Quais são as escritoras que você tem como referência para construir um bom romance?

Tenho diversas escritoras como boa referência pros romances, algumas antigas e outras mais atuais. Seja pela trama, pesquisa, construção dos personagens, desenvolvimento do enredo, essas são algumas das autoras que sempre me inspiram: Judith McNaught, Patricia Grasso, Elizabeth Thornton, Julie Garwood, Julia Quinn, Tess Gerritsen, Hannah Howell, Deborah Simmons, Catherine Archer, entre outras.

3. Como escritora independente, quais são as dificuldades que você encontrou ao começar a lançar suas histórias?

Além de tomar coragem para finalmente colocar meus livros no mundo, acho que o preconceito literário é uma grande barreira. Pra mim é bem pior que dificuldades técnicas e conhecimentos que você acaba precisando quando é a pessoa que cria seus arquivos, faz suas capas, seu marketing, lida com as lojas online, com gráficas e tudo mais que um autor independente precisa fazer. É como ser uma mini editora numa pessoa só. 
Mas você põe a mão na massa por algo que você ama fazer. A parte chata é o preconceito, não só dos leitores como das editoras em geral. Você acaba percebendo que muito leitor ainda acha que se o autor é daqui, ele consequentemente não é tão bom até quanto um desconhecido lá de fora. Ainda mais se for um autor independente, por mais que boa parte desses autores atuais que vendem tanto, tenha começado assim. Vencer esse preconceito e provar que você também cria livros de qualidade é uma das dificuldades de ser independente e também um desafio que você precisa encarar. 

4. O que você atribui o sucesso dos romances de época no Brasil atualmente? É um fenômeno novo ou o mercado editorial não tinha se ligado nisso ainda? 

Aos leitores, claro. Eles gostam dos romances de época e estão esperando por eles há muito tempo. Pra mim é um fenômeno antigo. Acho que se o mercado brasileiro estivesse alimentando isso há mais tempo, o sucesso seria maior e constante. Essas autoras não vieram do nada e nem começaram agora, elas estão na lista de mais vendidos lá de fora há décadas. Eu tinha 13 anos, peguei meu primeiro romance e a autora já era um best-seller. E eu mal sabia o que era isso. Só que aqui no Brasil esse tipo de romance ficou marginalizado por anos, o preconceito não deixava as pessoas verem que a Julia Quinn que agora está em todas as livrarias, lançada por uma editora grande, é a mesma dos “clássicos históricos” que eram vendidos só em bancas de jornais. Assim como várias outras autoras. Creio que agora tem tudo para o gênero dar certo aqui e aparecerem mais e mais fãs. E torço para que venham mais lançamentos!

5. Você já pode falar sobre o livro que a Charme lançará no próximo ano? O que as leitoras podem esperar?

Bem, é um romance de época, generalizando ele pode ser categorizado nos romances de regência, apesar de se passar um pouco antes da data de início da regência oficial. Ele se passa no campo inglês. Você vai ler um romance sutil e bonito, com alguns escândalos, partes bem divertidas, umas ladies maldosas e fofoca generalizada. Seu coração também será apertado e cortado, mas faz parte do show. Vai ser difícil não se apaixonar pelo Henrik, o marquês de Brindington; o jeito como ele vive sob a sombra de um passado que não o deixa, sua alma destruída e a única esperança que o mantém são. E você o encontra vivendo embaixo dos escombros do que sobrou dele. E vai querer descobrir a todo custo como trazê-lo de volta. E há a Caroline, lady Clarington, mas que odeia ser chamada por esse título. Ela começa numa situação difícil e logo no início do livro tem de ir a Bright Hall, propriedade do marquês. Bônus para a marquesa viúva que cria toda a situação e tem as melhores tiradas do livro. Muitas surpresas vão aparecer no caminho, o marquês guarda um segredo complicado. 

Você vai ver que Henrik e Caroline não se entendem e não conseguem concordar, mas não podem conter o fato de que precisam tanto do amor e do apoio um do outro. Eles precisam vencer a dor, seu passado, provar que estão vivos e ainda podem amar... mesmo com tudo a sua volta provando que não dá mais. Só que a tragédia não deixou aquela casa e quando eles pensarem que os escândalos são os únicos tentando derruba-los, tudo explode numa confusão de intrigas e de crimes do passado que nunca foram terminados e... bem, só posso contar até aí. Você vai ter que ler para descobrir o que aconteceu na vida deles, se há solução ou se não vai dar para vencer dessa vez. Vamos torcer!

E aí? Gostaram? Aguardem para 2015 "O Refúgio do Marquês"!

Beijos!

Elimar Souza

Um comentário:

  1. Muito boa essa entrevista com a Lucy. Eu a conheço dos eventos literários, mas nunca conversamos. Toda vez que ouço falar dos livros dela, são sempre avaliações positivas. Por isso fiz uma promessa a mim mesma de que iniciarei a meta de 2015 lendo um livro dela, pois apesar de ouvir falar ainda não tive a oportunidade de ler! Mas fica aqui os meus parabéns para a autora e que sua oportunidade na Charme seja coberta de sucesso! Ah, e adorei os comentários sobre o novo livro. Fiquei com vontade de ler!

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