[Resenha] Par Perfeito: Eleanor Prescott


Sinopse:

Não está sendo fácil encontrar o homem dos seus sonhos? Pois bem, então pare de sair por aí batendo cabeça, entrando em roubadas homéricas e espatifando a cara a cada encontro. Está mais do que na hora de você procurar uma profissional na curiosa arte de encontrar o par perfeito. Alice Brown, até que provem o contrário, tem o melhor emprego do mundo. Ela é o que antigamente se chamava de casamenteira, uma profissional especializada em encontrar a tão sonhada “outra metade da laranja”, o amor da sua vida, o fogo e a paixão. Alice passa os dias ajudando mulheres a se apaixonar loucamente. Suas clientes, e… ELA TAMBÉM, é claro, estão ansiosas para conhecer um príncipe encantado. O problema é que é muito mais fácil encontrá-los para as clientes. E, por falar nelas, a última que apareceu, Kate, está a exatos 569 dias de fazer 35 anos e há exatos 5 anos atrasada nessa missão de vida. A dificuldade é que seu, digamos, padrão, está fora dos padrões. Desesperada, isso mesmo, desesperada para encontrar aquele gato, lindo, perfeito, romântico, carinhoso, bom de cama, atencioso, gostosão, charmoso, UFFFFFFA, ela sabe que sua última esperança recai sobre Alice. Enquanto isso, a própria Alice está tendo probleminhas para lidar com seu chefe, e problemaços para parar de se apaixonar pelo homem alheio. E se nada der certo? E se ela falhar com Kate? E se, ela mesma, estiver precisando de uma ajudinha profissional?

Comentários:

Sou fã confessa de chicklit. Conheço várias amigas que não curtem, exatamente por achar que personagem principal surreal, e por ela se colocar em situações que jamais aconteceriam na vida real. A questão aqui é que "Par Perfeito" é um chicklit atípico. Isso porque se você chegou a casa dos trinta e não se identificar com algumas das situações vivenciadas pelas personagens, então amiga, você ainda não chegou oficialmente a casa dos trinta. Eleanor Prescott encontrou ao longo da narrativa o meio termo entre ser completamente divertida e nos fazer refletir sobre para onde conduzimos nossa vida, seja no campo afetivo como no profissional também. As personagens nos são apresentadas como mulheres que bem sucedida, mas que no campo sentimental, ainda precisam de ajuda. É aí que a agência "Mesa para dois" entra, tentando dar uma força para essas mulheres incríveis criadas por Prescott. Cada uma dela (até mesmo a odiosa Audrey) são fruto de uma série de fatores pertinentes a todas nós, mulheres do século XXI, que buscaram a realização profissional, mas que ainda mantém conflitante questões como amor, família, casamento, união... Principalmente quando a sociedade ainda cria rótulos como "solteirona" e "encalhada" para você que já passou dos trinta e ainda não se casou (acreditem... Eu passo por isso sempre). Hoje levo na esportiva, afinal, geralmente quem se preocupa muito com isso é a minha mãe e as minhas tias, mulheres incríveis de uma geração que só existiam como esposas e mães. Ao mesmo tempo que se orgulham por suas filhas terem chegado a onde chegaram, se preocupam em vê-las sozinhas, acreditando que um marido faz diferença na vida de uma mulher. Não digo um marido no sentido bíblico da palavra, mas um companheiro, namorado, parceiro, enfim... Alguém com quem você possa compartilhar as coisas boas da vida... Ao conhecer Alice, Kate, Lou e Audrey, pude ver em cada uma delas um pouco de mim e de várias de minhas amigas. Somos uma miscelânea de sentimentos e sensações apresentadas ao longo desse livro. Ora românticas a procura de um grande amor, ora bem resolvidas, mandando as favas o casamento e relacionamentos duradouros. Não dá para julgar nem mesmo as atitudes de Audrey, uma mulher que demonstra o qual desesperada alguém pode ser para mostrar aquilo que não é. 
Quando comecei a ler "Par Perfeito", achei que leria mais um chicklit, que me faria rir e me deixaria mais leve para a próxima leitura. O que aconteceu foi que me vi encantada pelas pequenas lições e reflexões feitas por Prescott para nós, mulheres do século XXI. Para mim, leitura mais do que recomendada. 

Beijos!

Elimar Souza

Um comentário:

  1. Mesmo não sendo meu gênero favorito, gosto bastante de chicklits, embora não me encontre nas mulheres apresentadas, pelo menos não até agora. O livro parece ser bem bacana e vai pra listinha de leituras ;)
    Beijos

    http://vidasempretoebranco.blogspot.com

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