[Resenha]: Reboot - Amy Tintera

Título: Reboot

Autora: Amy Tintera

Editora:  Galera Record (27 de Fevereiro de 2015)

Ano: 2015

ISNB: 9788501401090

Idioma: Português

Páginas: 352






Sinopse:

Quando grande parte da população do Texas foi dizimada por um vírus, os seres humanos começaram a retornar da morte. Os Reboots eram mais fortes, mais rápidos e quase invencíveis. Quanto mais tempo uma pessoa permanecia morta, menos traços de humanidade ela apresentava ao retornar como um Reboot. E esse foi o destino de Wren Connolly, agora conhecida como 178, a Reboot mais implacável da CRAH (Corporação de Repovoamento e Avanço Humano). Como a mais forte, sua principal função é capturar Reboots e humanos rebeldes que representam ameaças à população, além do treinamento de novos Reboots. 
Quando a nova leva de novatos chega à CRAH, um simples 22 chama a atenção de Wren. E a convivência com ele faz com que 178 comece a questionar a própria vida e o rigoroso método da corporação à qual tanto se dedicou. Quando a Reboot mais implacável começa a questionar suas convicções, a realidade dos reinicializados começa a mudar.




Book Trailer abaixo:



Nesse universo distópico, um vírus mortal chamado KDH( Kill Devil Hills)batizaram o vírus com o  nome da cidade onde a epidemia começou, está dizimando a maior parte da população. E ele não só mata as pessoas, como faz com que algumas delas reiniciem, ou seja, voltem a vida. Essas “pessoas” são chamadas de Reboots, são mais rápidos, mais fortes, se curam muito rápido, porém, suas emoções humanas não existem mais. Os minutos que a pessoa demora pra voltar a vida determina quanto da sua humanidade ainda resta, e quanto mais forte será. Por exemplo, uma pessoa que demorou 30 minutos para virar um reboot tem mais emoções humanas que um reboot que demorou 120 minutos para voltar, entretanto, esse será mais forte.

A CRAH recruta esses Reboots para serem soldados, os treina e os coloca para missões externas do tipo: resgatar reboots reiniciados, criminosos, matar pessoas e etc . Como os humanos odeiam os reboots, eles não tem outra opção, se não, servir a CRAH.

Todos os Reboots tem um código de barras no pulso com o seu nome humano e o número de minutos que demorou pra reiniciar. 

A nossa protagonista é a Wren 178, a reboot mais forte de todas, a que demorou mais tempo para reiniciar, por tanto ela praticamente não sente nada, sendo a arma perfeita para a CRAH. Ela tem 17 anos e foi reiniciada com 12, trabalhando para a CRAH há 5 anos já. Ela é treinadora dos reboots novatos. Quando chega uma nova leva, ela sempre escolhe o número mais alto para treinar, porém dessa vez algo vai mudar quando Callum 22 chega ao complexo de treinamento. Ele é o número mais baixo de todos os reboots registrados, praticamente humano ainda, e ele parece gostar da Wren logo de cara, e acaba a convencendo de escolher ele para treiná-lo.


 “É difícil ficar com medo de alguém quando eu podia quebrar seus pescoços antes que percebessem que eu estava de pé.” Wren – pág 48.



A relação deles é muito legal, e não tem como não amar o Callum, ele é um fofo com ela, sorrindo, sendo gentil de uma forma que outros reboots não são. E ele aos poucos começa a mudar algo dentro da Wren, a fazendo mais humana de uma forma que ela nunca foi. Tem uma cena que ele a ensina a dançar que é linda! Enquanto ela o ensina a matar e ser um soldado frio e racional, ele por outro lado lhe ensina sobre compaixão e emoções humanas, quando Wren  percebe já está apaixonada por Callum.



Uma personagem que eu adorei também foi a Ever, companheira de quarto da Wren, ela é o que mais se aproxima de uma amiga para a 178, ela é muito engraçada e se preocupa sempre com ela. Tenta sempre mostrar que a Wren também tem um lado humano, apesar do que os outros pensam.

Algo começa a acontecer com os Reboots -60, eles começam a perder a consciência e a atacar a qualquer um, como animais. Ever é um dos reboots que começa com os sintomas, e Wren desconfia que seja a injeção que a CRAH está aplicando. E quando em uma missão Callum se recusa a matar o alvo e o seu superior o ameaça de morte para Wren, isso é a gota d’água para que ela decida fugir e levar Callun. Eles vão contar com a ajuda de um oficial, que está trabalhando com os rebeldes, um grupo que acredita que reboots e humanos podem conviver entre eles e que não concordam com os métodos da CRAH. Em troca da chance de fugir, terão que encontrar uma reboot chamada Addie e resgatá-la da área de Austin, mesmo lugar onde Wren morava quando humana, um lugar onde vai acordar as piores lembranças de sua vida.


Eu gostei bastante do livro, achei bem diferente essa questão dos Reboots, é como se eles fossem zumbis, só que com consciência, inteligentes e fortes. Zumbis melhorados rsrs. E a única forma de matá-los é acertar na cabeça, dano cerebral (é ou não é muito zumbi isso?!) e por isso sempre que eles saem em missão usam um capacete para evitar que sejam atingidos na cabeça, pois é único lugar que não regenera. E essa questão da raiva que os humanos têm dos reboots e da CRAH é bem compreensível, já que eles deixam que as pessoas vivam na miséria, com fome, frio e coloquem os Reboots para caçá-las como animais, desde cedo todos aprendem a temê-los, como monstros.


Espero que tenham gostado da resenha e leiam o livro, recomendo! Bjusss ;)



Daiana Moreira, resenhista e colaboradora do Alquimia dos Romances




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