[Resenha]: Um Beijo Inesquecível – Julia Quinn

Sétimo e aguardado livro dos irmãos Bridgertons, falta apenas mais um. Ansiedade define até o lançamento do último no meio do ano!

Sinopse: Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. 
Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga.
Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele.
Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.
Título: Um Beijo Inesquecível - #7 livro da série Os Bridgertons -Hyacinth e Gareth
Autora: Julia Quinn
Editora: Arqueiro
ISBN-13: 9788580414851 / ISBN-10: 8580414857
Ano: Janeiro de 2016 
Gênero literário: Romance de época / Ficção
Páginas: 272

Idioma: português 

Link: Skoob - Resenha O Conde Enfeitiçado - Saraiva - Amazon 


* * * * * 

Eu estava super ansiosa por este livro! Era para ter sido lançado ano passado, mas a Arqueiro se atrasou e me deixou esperando por ele impacientemente. Devo dizer que quanto a história a espera valeu a pena, no entanto quanto a capa escolhida pela editora eu fiquei profundamente decepcionada.

Comentários sobre a capa ao final da resenha. Vamos a história:

Hyacinth é a caçula de oito irmãos, e nunca ficou para trás em nenhuma disputa, ou seja, é inteligente, sagaz, voluntariosa, teimosa, fala o que pensa e não admita que a tratem como as damas delicadas da época.

Hyacinth tem 22 anos e está em sua quarta temporada em Londres, ela com o seu jeito espanta todo e qualquer proposta decente de casamento, afinal só um homem com muita atitude para querer casar com uma mulher mais inteligente que ele. Ela tem uma amizade muito bonita com a Lady Danbury que ganha um mega destaque nesse livro, e eu gostei MUITO disso, as duas passam toda terça-feira juntas lendo, o que lhe trás altas gargalhadas.

Gareth St. Clair, 28 anos, é o neto favorito por parte de mãe de Lady Danbury, é um libertino assumido que não tem intenção de casar. Recém-herdeiro de um Baronato tendo em vista a morte precoce de seu irmão mais velho. Ambas as famílias apoiam a união dos dois, no entanto nenhum dos dois quer casar.

Gareth, apesar de muito belo, tem um gênio bastante parecido com o da Hyacinth, ou seja, responde a ela na altura e é capaz de a deixar sem palavras, uma verdadeira virtude! As discussões entre os dois às vezes sobre nada são impossíveis de conter o riso.
“Ele não pôde deixar de sorrir, a seu pesar. Nunca tinha conhecido a ninguém igual ao Hyacinth Bridgerton. Era vagamente divertida, vagamente irritante, mas era impossível não admirar seu engenho.”

O mistério da trama gira em torno da descoberta do diário em italiano da avó paterna de Gareth, e a Hyacinth, será a chave para traduzir o que está no diário e com isso eles se aproximam ainda mais. Além do segredo sobre o nascimento de Gareth.
A trama fica mais elaborada é maravilhoso de vê-los descobrindo o amor. Hyacinth que sempre foi amada pela família que tem e Gareth que sempre buscou o amor e pouco teve (apenas de sua avó no momento).
“Tem ideia do que significa ser só? – perguntou ele baixinho, ainda sem olhá-la – Não por uma hora, não por uma noite, mas simplesmente saber, com absoluta certeza que daqui há uns anos você não terá ninguém.[...]- Eu daria o mundo para ter mais uma pessoa pela qual daria a minha vida.E então, de repente, Hyacinth viu que certas coisas apenas se sabem, e não há como explicá-las.Naquele momento, ela soube que se casaria com aquele homem.Ninguém mais serviria.Gareth St. Clair compreendia o que era importante. Era engraçado, sarcástico e sabia ser arrogante, mas compreendia o que era importante.E agora Hyacinth percebia a relevância disso para ela.”

Acho que de todos é o livro que eu mais dei gargalhadas, e teve muitos momentos em que eu quis abraçar o Gareth e dizer que ‘tudo vai ficar bem, você é amado’.

Eu achei que a Felicity fosse aparecer mais com a Hyacinth, mas apareceu apenas uma vez.
Menção especial a conversa da Violet sobre o nascimento da Hyacinth com ela, que me fez chorar, e é uma das cenas mais lindas de toda a série.
“- Mas não é isso que quer dizer – Continuou Violet com o olhar ligeiramente decidido. - Quando você nasceu e a colocaram nos meus braços... foi estranho, porque, por algum motivo, eu estava tão convencida de que você seria igual a seu pai. Estava certa de que daria de cara com o rosto dele, e isso seria uma espécie de sinal dos céus. 

A respiração de Hyacinth falhou, e ela se perguntou por que a mãe nunca havia lhe contado aquela história. E por que ela nunca havia pedido que contasse sobre o seu nascimento. 
-Mas não era - prosseguiu Violet – Você se parecia um bocado comigo. E, então, minha nossa Eu me recordo como se fosse ontem... Você olhou nos meus olhos e piscou. Duas vezes. 
-Duas vezes? - repetiu Hyacinth, querendo saber por que aquilo era tão importante. 
-Duas vezes - Violet a encarou, curvando os lábios num sorrisinho engraçado – Eu só me lembro disto porque a sua expressão foi tão decidida. Foi muito esquisito. Você me olhou como se disse “Eu sei exatamente o que estou fazendo”. 
Uma pequena lufada de ar escapou dos lábios de Hyacinth e ela se deu conta de que era uma risada. Uma pequena risada, do tipo que pega de surpresa. 
-E, então, você deixou escapar um lamento - contou Violet, balançando a cabeça – Meu deus, achei que você fosse quebrar o vidro das janelas. E eu sorri. Foi a primeira vez, desde a morte do seu pai, que eu sorri. 
Violet respirou fundo, então pegou o chá. 
Hyacinth observou a mãe se recompor, querendo, desesperadamente, lhe pedir que continuasse. Mas de alguma forma, sabia que o momento pedia silêncio.  Por um minuto inteiro, Hyacinth esperou. Por fim, a mãe disse baixinho: 
- Desse momento em diante, você se tornou muito querida para mim. Eu amo todos meus filhos, mas você... – ergueu a vista e olhou nos olhos de Hyacinth - Você me salvou.”
A Lady Danbury rouba todas as cenas do livro em que aparece!

Vai uma estrela especialmente para a cena em que Gareth vai até Anthony pedir a mão de Hyacinth em casamento, eu ri MUITO com a cena, Anthony foi sensacional, adorei poder matar a saudade dele aqui.

Eu acho que o epílogo é o mais engraçado de todos os livros, embora eu tenha ficado curiosa com o fim, afinal o livro terminou daquele jeito, mas e ai, nada? Quem leu sabe do que estou falando.

Teve várias cenas em que eu queria esbofetear o Barão St. Clair, Richard, pai do Gareth por ser insuportável e empata felicidade.

Amei muito a história dos dois, me diverti muito, tem altas aventuras, e a caçula dos Bridgertons faz por merecer o título e honra o nome da família com louvor! E a sua Isabella não fica atrás!


Finalmente todas as mulheres Bridgertons casaram e Violet está radiante, agora só falta o Gregory para o objetivo de vida dela estar completo! Acredito que o lançamento ocorra até Julho/2016!
8 livro da série, Á Caminho do Altar.
Meu casting para o Gareth é o Alex Pettyfer


Vamos falar sobre a capa agora, como todos os leitores que acompanham a história desde o começo os Bridgertons tem os cabelos castanhos (neste livro castanhos avermelhados – o que me surpreendeu) e são todos parecidos uns com os outros, qual foi a minha surpresa ao encontrar uma capa com a personagem ruiva? Eu fico profundamente incomodada com capas que não retratam os personagens descritos nos livros, porque além da capa do livro fazer algumas pessoas querem ler os livros é impossível separar a personagem da capa da do livro num primeiro momento.

A Editora Arqueiro infelizmente é mestra em fazer capa que não tem nada a ver com o personagem ou trocar capas de livros, ou eles acertam ou erram feio, como aconteceu com as capas de O Visconde Que Me Amava e Um Perfeito Cavalheiro (a personagem de um é morena e está loira na capa e vice-versa).  Não vou nem mencionar as capas totalmente fora de caracterização dos livros dos Hathaways. O que me deixou mais chateada é que as vezes a editora faz votação para a capa, o que não aconteceu dessa vez, e apesar de todo os protestos dos leitores manteve a capa mesmo assim. Achei realmente que depois da vinda da Julia Quinn para o Brasil e com o crescente sucesso da série, fossem valorizar mais os leitores desse gênero, o que infelizmente não aconteceu com essa capa. Não vi até agora problemas com as capas da Mary Balogh, torcerei para se manter assim, mas como ainda faltam três livros a serem lançados tudo é possível.

Foto: Blog Alquimia dos Romances

 Espero que tenham gostado da resenha! Até o próximo livro!

Louise Facina, resenhista e colaboradora da Alquimia dos Romances.

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