[Resenha]: Era uma vez no Outono – Lisa Kleypas

Sinopse: A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa.

Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar.


Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?

Neste segundo livro da série As Quatro Estações do Amor, Lisa Kleypas nos apresenta um homem de hábitos rigorosos, uma mulher disposta a quebrar tabus e uma deliciosa batalha entre razão e sentimento na busca do verdadeiro amor.

Título: Era uma vez no Outono – Livro #2 As Quatro Estações do Amor (Wallflowers)
Autora: Lisa Kleypas
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
ISBN-13: 9788580414950 / ISBN-10: 8580414954

Idioma: Português
Gênero: Literatura estrangeira / Romance de época
Páginas: 288

Detalhe das lombadas com o símbolo de cada estação



* * * **
É o segundo livro da série As Quatro Estações do Amor (Wallflowers), ‘Era uma vez no Outono’ conta a incrível história da obstinada e nada contida Lillian Bowman e Marcus Marsden, Conde Westcliff, onde descobriremos que um casamento por amor é mais importante do que o que você achava ideal para si mesmo e que alguém que te tire do sério e que te faça rir é o que realmente importa e aqui temos também como as amizades transformam a nossa vida.

 
Como imagino que seja Stony Cross Park em Hampshire

Mais uma vez o prólogo do livro é extremamente interessante e acaba sendo o pano de fundo para boa parte da história. Não vou contar porque senão estraga a surpresa.

Lillian Bowman é americana, e assim como sua irmã mais nova Daisy veio com os pais para Londres para tentar arrumar um marido aristocrata quanto mais influente o título melhor. Ela possui muuuuito dinheiro, seu pai é dono de uma bem sucedida fábrica de sabão nos Estados Unidos, e o sonho de sua mãe, na verdade a única ambição de sua vida é casar as filhas com um nobre inglês.

Apesar de alguns nobres precisarem de esposas ricas por terem desgastado as suas fortunas, Lillian acaba não sendo uma cândida elegível para casamentos, tanto por causa do seu sangue plebeu, mas principalmente, por conta do seu gênio forte e sua falta de modos ingleses.

Marcus Marsden, Conde de Westcliff, é incrivelmente contido e controlado em todos os pontos da sua vida, parece ser bem sério e esnobe. Descobrimos que ele teve uma educação bastante rígida, com um pai extremamente insensível que tentou expurgar qualquer tipo de emoção e sentimentalismo do filho para que o mesmo se tornasse o ‘melhor’ Conde possível, não podemos esquecer de sua mãe que jamais ligou para os filhos e só se preocupava com si mesma. Sendo assim, Marcus não acredita no amor, apesar de seu melhor amigo Simon estar completamente apaixonado por sua esposa Annabelle. Eu ri demais com a comparação dos homens sobre a quantidade de vezes de se fazer amor na semana.

No entanto, a única pessoa que faz Marcus perder a sua aparente calma sempre presente é justamente Lillian. Ambos já trocaram algumas farpas no livro anterior e visivelmente se odeiam e esse é justamente o que torna o livro mais cativante e engraçado. Marcus é o melhor partido da Inglaterra, mas Lillian não almeja o casamento com ele, primeiro, por saber que jamais seria considerada como possível esposa e segundo devido a presente animosidade entre eles.


"Creio que foi um um caso de ódio à primeira vista - respondeu ela. - Acho que Westcliff é um grosseirão intolerante e me considera uma pirralha mal-educada. - Ela deu de ombros. - Talvez nós dois estejamos certos."

Vejamos, Lillian não leva desaforo para casa e fala o que lhe vem a cabeça, sendo apropriado para uma dama ou não, e Marcus não consegue entender porque se sente atraído por alguém completamente diferente do ideal de esposa que sempre imaginou para si mesmo.

No livro anterior, conhecemos as quatro amigas: Annabelle (agora Sra. Hunt), Lillian, Evie e Daisy, que se uniram para que cada uma conseguisse um marido. Foram bem sucedidas com Annabelle que agora vive um casamento de amor com Simon (a cena do perfume é épica e me fez dar altas gargalhadas). Confesso que a tradução do nome ‘Wallflowers’, para ‘Flores Secas’, me incomodou um pouco, por eu achar pejorativo, acho que seria melhor se fosse ‘As Solteironas’. ‘Flores Secas’ para mim retrata flores morrendo, como se elas não tivessem mais esperança na vida.

Lillian, por ser a segunda mais velha, é a próxima a quererem casar, conhecemos também o Lord St. Vicent, personagem importante (que será o protagonista do próximo livro), mencionado apenas no livro anterior. Este livro acaba tendo um tom mais leve do que o anterior, Lillian acaba se metendo em diversas encrencas (por justamente não reprimir a sua personalidade), sozinha ou acompanhada, temos várias cenas super engraçadas onde a mesma se vê em diversas situações constrangedoras (que nojo da comida no jantar) e acaba enfrentando ou sendo salva justamente por Marcus que parece brotar em cada lugar em que ela está.

As interações entre eles que inicialmente brigam como cão e gato trás uma atração escondida, o que faz com que você devore o livro sem dó e fique suspirando por mais.

Fiquei bastante surpreendida com o final do livro, principalmente por causa da reviravolta dos fatos, não estava mesmo esperando o que aconteceu. E acabou sendo o gancho para o próximo livro que terá Evie (que já ficou demonstrado que estava sofrendo bastante com a sua família nesse livro) e Lord St. Vincent (que no final do livro já mostra a interação entre ambos).

Eu amei a história, é muito bonito de se ler e presenciar o desenvolvimento do sentimento entre os personagens e cada um se dando conta de que não podem viver um sem o outro do jeito que cada um é. Super recomendo o livro para todos, impossível você não se apaixonar com a história dos dois.


"Tudo era muito fácil. Perfeito como nada em sua vida jamais fora, os corpos deles se movendo em harmonia como se tivessem valsado juntos mil vezes."
Marcus Marsden e Lillian Bowman
O terceiro livro da série ‘Pecados no Inverno’ acredito que seja lançado em Agosto desse ano, mal posso esperar.

Capas dos livros a serem lançados da série

Quatro comentários a mais sobre a história. Adorei a menção ao hotel Rutledge, onde Annabelle e Simon e a família Bowman estão morando lá.

Fiquei ansiosamente esperando que o Cam Roham aparecesse nesse livro, justamente por já termos conhecido a história dele com Amélia em ‘Desejo à meia noite’ e por ele ser um amigo íntimo de Marcus (até porque conhecemos Marcus e Lillian nesse livro já publicado). Fiquei triste por ele não ter sido mencionado, no entanto, acredito que a autora criou o personagem após a publicação desse livro já que há anos de diferença de lançamento de um livro para o outro.

Eu dei muitas gargalhadas com Annabelle + Simon + perfume, foi sensacional!

O livro teve alguns poucos erros, mas o principal e o que mais me incomodou, foi a tradução errada do nome da irmã do Marcus, a mesma se chama 'Olivia Shaw', e logo nas primeiras páginas depois de ser apresentada aos leitores, o nome dela aparece como 'Livia', o que não ocorreu no livro anterior. Infelizmente erros assim acontecem e passam nas revisões, mas espero que a Editora Arqueiro corrija para que não aconteça com os próximos livros.

Espero que gostem da leitura, que se divirtam e se apaixonem com Marcus e Lillian.

Capas dos dois primeiros livros lançados da série

PS: Tradução de Wallflower (nome da série em inglês) - Uma pessoa que não tem par para dançar ou que se sente tímido, desajeitado, ou excluído em uma festa.

Louise Facina, resenhista e colaboradora do Alquimia dos Romances.

Um comentário:

  1. Boa a sua escolha de cast ^.^
    Não li nenhum dos livros desta série, mas li o mangá baseado em Verão. Não ando no espírito de romances de época ao estilo Bodice-Ripper, mas ainda vou ler, pelo menos Outono, que me chamou mais a atenção.
    Bj, Aris.
    http://arismeire.blogspot.com.br/2016/05/alma.html

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